sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Retrato da Escola


Nessa postagem voltei em 2014 quando lecionei pela primeira vez como regente, para mim foi bem difícil vivenciar numa comunidade escolar totalmente carente financeiramente e afetivamente. Meus alunos vinham 80% de famílias desestruturadas, sendo criados a Deus dará popularmente falando. A escola era um local onde tinham um pouco de segurança, amor, alimento e tudo que uma criança precisa aprender em casa eles aprendiam com os professores. A escola como estrutura física era muito debilitada como a maior parte das escolas da rede pública, mas mesmo assim era bem melhor que seus lares.
Foi nessa escola que nasceu minha vontade de compreender como a criança aprende, e que resolvi sair da Licenciatura em Ciências da Natureza, com habilitação em Biologia e Química, para fazer o PEAD.
A gestão escolar, os professores, e os funcionários não acreditavam nos alunos que ali frequentavam, então escutei em uma das reuniões pedagógicas que com aqueles alunos não precisávamos nos esmerar nos planejamentos e nos ensinamentos, pois poucos chegaram no final da educação básica. E os demais seguiram as profissões dos seus pais, que eram papeleiros, profissionais do sexo, e até mesmo traficantes. Palavras absurdamente intensas, que jamais pensei escutar sair da boca de quem estava ali para acreditar que a educação um dia fará a diferença.
Além de observar isso atentamente, observei que muitos de nós professores vemos somente o feio, estragado, ruim, triste, e não conseguimos ver nos olhos daquelas crianças que não pediram para nascerem naquela situação, alunos com olhos sedentos de amor, afetos, fome, de aprender, e de ver que alguém consiga acreditar neles, pois em casa poucos possuem adultos para se espelharem e acreditar que estudando podem sair da situação em que se encontram.
Acho que uma atividade legal de se fazer com os alunos era mostrar o histórico da escola, como ela era no início, e os alunos que lá se formaram, e que os alunos que foram importante para a sociedade Porto alegrense, assim instigando os alunos de hoje querer fazer diferente, estudar, aprender e conseguir ter um índice positivo de aprendizagem. Como foi importante essa atividade, mesmo realizando ela depois que não estava mais na escola trabalhando, com ela pude observar o quanto um professor pode errar com seus alunos tendo pensamentos preconceituosos e discriminatórios.
Um dia a diretora me chamou atenção e me questionou: “Andreia como faz para teus alunos vir numa tarde chuvosa, e fria, tua turma está sempre cheia? Respondi: Faltam três alunos”. Ela sorriu me abraçou e seguiu para direção, e assim foi todo o ano letivo. Naquele momento que ela disse, não entendi o seu questionamento, hoje lembrando, de tudo novamente, veio essa memória, amei aquela turma de quarto ano, alunos complicados, brigões, revoltados, digamos que um tanto mal educados, pois adoravam dizer palavrões na escola, mesmo eles sendo assim aprendi a amar cada um deles e entender tudo que diziam, e na maneira de olhar.  Nesse ano letivo nunca faltei, e nunca os tratei diferente, abraçava a todos, e os que vinham me cumprimentar fazia igualmente. Nunca passei a mão por cima de nenhum deles, sempre fiz com que se sentissem iguais e que todos tinham chance de aprender. Os respeitava em suas particularidades e para conversar com eles e chamar atenção chamava e conversava no corredor, sem os deixar envergonhados sem expor diante da classe, e assim eles também faziam comigo me chamavam para conversar sobre qualquer assunto também no corredor. Cobrava tema, atividades que era para realizar em casa, mas com tempo fui percebendo que muitos deles não tinham o suporte familiar para ajudar eles em casa, daí dava uma folhinha ou um tema mais fácil.
Assim fomos construindo um laço de cumplicidade a turma e eu. Nesse ano nasceu a professora Andréia, e mesmo antes do PEAD, sempre revia meu dia numa reflexão de como melhorar, ou continuar o que deu certo.
Sinto saudades dessa turma, e gostaria imensamente de revê-los, hoje são adolescentes muitos indo para o nono ano, às vezes falo com a secretária da escola a única funcionária que permanece na escola, ela diz que estão bem, alguns ótimos, outros saíram, e uns repetindo e recuperando.
Essa escola faltava um pouco de bom olhar dos professores, funcionários e gestores, formular projetos e tentar melhorar a escola. Fazer a comunidade se sentir parte da escola, acho que faltou isso para deixá-la melhor. Ser menos impessoal, e deixar o preconceito e a discriminação de lado e pensar nos alunos.
Por isso, em novas escolas que entro para fazer qualquer atividade peço para dar uma lida no PPP da escola, e depois dessa atividade sempre procuro olhar a escola nos detalhes, procuro escutar os alunos e ler as entre linhas isso que vai me mostrar a verdadeira identidade escolar.

Tentando postar...

Essa foi minha primeira postagem em casa, mexendo e verificando se tudo iria dar certo. Como foi o SI foi a primeira interdisciplina que tivemos, acredito que tenha ficado dentro dela, mas hoje verificando e compreendendo melhor sobre as postagens o marcador dela ficou igual o título.
Em resposta a essa postagem recebi algumas respostas de colegas que nem conhecia muito bem, e como sou um tanto carente de afeto me senti muito feliz em saber que pessoas que mal me conheciam estariam dispostas a me ajudar.
Quanto a minha pergunta do título “será que vou dar conta?” Respondo hoje que sim, a tecnologia é uma ferramenta que veio para nos auxiliar e melhorar nossas aulas, e nossa vida. Mas temos que ter muito cuidado e foco, pois com tantos aplicativos onde de muitas formas me ajudaram, esses mesmos me distraíram muito em momentos que tinha que ter 100% de atenção voltada para meus estudos e leituras.
Usar toda a tecnologia que a escola dispõe, e fazer com que os gestores compreendam que isso faz parte do cotidiano de todos os alunos atualmente fora da instituição, para isso tem que ter uma boa fundamentação teórica onde facilitará atingir nossos objetivos.
Montar textos interativos como fizemos em muitas vezes em algumas interdisciplinas no Google Docs, fazer vídeos sobre os conteúdos, fazer jogos online onde os alunos possam jogar de suas casas em dado horário, claro o professor deverá estar em uma interface para ir dando suporte necessário.
Claro tenho ainda muito para aprender dentro da tecnologia, informatização, mas percebi que quando a gente quer tudo fica mais fácil de fazer e ajudar os alunos a construir o seu conhecimento.

Reflexões sobre: Criando um blog de aprendizagens...


Hoje buscando as postagens para realizar as atividades da interdisciplina do seminário integrador fiquei bem emocionada em reler algumas postagens e refletir sobre o que estava pensando no início do curso. Evoluí um pouco no transcorrer do curso, sim temos que evoluir isso que esperamos, e escutando a música escolhida para ilustrar aquele momento vejo que foi pontual, pois o “tempo voa” como diz o refrão da melodia, e aqui estou no oitavo semestre.
Minha caminhada esta sendo bonita, apesar dos altos e baixos, de muitas vezes achar que não conseguirei, mas surgem os anjos em forma de colegas, tutores, professores. E uns familiares que criticam pelo motivo de querer estudar, outros dizem o que tanto estuda? Depois de tanto ser questionada e criticada esses da forma que me abordaram também me ajudaram a não desistir do meu propósito. 
Diante as dificuldades encontradas onde citei no texto referência, digo que a minha disciplina e organização tem que melhorar muito ainda. As ferramentas digitais muitas reaprendidas, outras construídas com o tempo no PEAD, consegui compreender e usar sem muito trabalho, as vezes encontramos uns entraves, mas nada muito sério.
Claro segui conselhos de uma pessoa que amo muito, e eu o declaro autodidata, porque ele aprendeu tudo sobre informática lendo, pesquisando, comprando computadores velhos para estudar a estrutura dos aparelhos, e posso dizer que ele é um crânio e seu conselho é mexer, montar, desmontar e não ter medo do novo, pois se a gente não tem desafios a vida fica sem graça, essa pessoa o qual citei é meu querido padrasto, que me conhece desde um ano de idade. E ainda acrescentou: “tu era bem mais curiosa e não tinha medo de nada” agora vais ter medo da tecnologia?
Assim deixei o medo do novo ir evaporando das minhas ideias, e fui olhando os tutoriais, e outros vídeos no Youtube que me ajudaram a compreender melhor. Claro solicitei muito mesmo os tutores, principalmente o da interdisciplina do Seminário Integrador.
Pensei muitas vezes ao longo do curso em desistir, pois depois que entrei no PEAD fiquei sem emprego e isso dificultou muito para eu conseguir colocar em prática tudo que aprendemos, pois esse curso tem todo um diferencial. Mesmo com o pouco tempo de docência muitas vezes me remeti ao passado quando estava ministrando as aulas e assim realizando as reflexões necessárias. Meu pensamento que fez eu ficar e continuar sonhando com essa graduação é pelo meus avós, principalmente pelo meu avô que era analfabeto e sempre mandou eu estudar muito, e dizia quem não estuda fica sendo chofer de fogão, ou seja, cozinheira, lavadeira e outras atividades que muito exerci para poder ajudar no orçamento da minha casa, junto a meu marido que sempre ganhou muito pouco e tem uma preguiça enorme em terminar o curso superior que entrou muito antes que eu.
Hoje penso que meu maior sonho é claro me concluir essa caminhada com minha certificação em Licenciatura em Pedagogia, e logo ter uma turma para chamar de minha, para conseguir voltar nas etapas do PEAD para colocar as aprendizagens na prática e refletir sobre e escrever elas, mesmo não estando mais cursando tais interdisciplinas. Sei que fui um pouco relapsa e meio desinteressada, no entanto, acredito que também seja um aprendizado que levarei e com isso posso também ajudar aqueles alunos que se acham meio fracassados. Segundo Freire:

 A prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer. Por isso, é fundamental que, na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo não é presente dos deuses nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador. (FREIRE, 1996. p. 22)

Saber usar as critica de modo construtivo e ensinar nossos alunos ser assim, isso será bem mais fácil ao logo dos anos para ele. Muitos alunos pensam que ao receber uma crítica do professor/educador, não gosta dele, ou algo assim. Mostrar que podemos crescer diante das críticas isso fará a diferença no futuro dessa criança. Mas temos que cuidar para não criticar somente com intenção de julgar ou mostrar como o aluno está errado, mas trazendo algo para que reformule e edifique seu posicionamento diante da situação referida.

domingo, 14 de outubro de 2018

Como fazer a diferença...


Depois de dez dias de observação iniciei meu estágio e não me senti muito a vontade. Sabe tu sentir aquele seja bem vinda “querida”, da titular e querendo que você suma, pois bem foi isso que eu senti e continuo sentindo. Aquela primeira impressão que tive foi por água abaixo.
Ao iniciar as observações dei para professora uma cópia das questões que eu teria que preencher durante as observações dentro da turma e na escola. Então na sexta feira dia vinte oito de setembro desse ano, perguntei sobre o planejamento se poderia me passar, ela disse que a recém tinha dado para a coordenadora pedagógica e essa iria olhar somente na segunda, e lhe perguntei se ela havia lido e tinha como me dar às respostas que competiam a ela responder, pois se referia a professora titular. A “resposta dela foi curta e grossa: “não tenho que ler nada”, e tu que tem que correr atrás das respostas”. Fui tão humilhada com aquele linguajar ríspido e grosso, nem parecia àquela meiguice do “seja bem vinda querida” na frente dos alunos e no primeiro dia na sala dos professores. Naquele momento me lembrei do estagio do magistério, que pra mim foi um dos maiores horrores e torturas que passei na minha vida. E por isso deixei passar dez anos da minha vida, pensando que não seria uma boa professora, pois como a outra orientadora do estágio dizia que eu não sabia nada, e isso foi me deixando no fundo do baú. E sinto que aos poucos estou indo de novo, mas somente que hoje estou mais velha, e está acontecendo uma briga dentro de mim, onde uma parte sabe o que fazer e a outra não e quer fugir.
Estou com medo de perder meu tempo minhas energias nesse estágio, e quando me lembro dos alunos quero ficar tentando ajudar um de cada vez a aprender a ler, escrever, interpretar e calcular. Sei que tenho que aprender muito ainda e apenas sei coisas da pedagogia que aprendi no PEAD, e ainda estou aprendendo no curso. E pouco que estudei percebo que todo professor deve ser um pesquisador. Mas pelas poucas observações que fiz bem que ela poderia fazer melhor nas aulas. Os alunos têm mais potencial, fazer uma aula mais interativa, dialogada e ao mesmo tempo fazendo eles registrar o que pensam de alguma forma.
Ao questionar o seu Damaceno sobre suas aprendizagens ele me olha triste e diz: Acho que eu não tenho mais solução, se não pagar minha sobrinha para me ensinar, acho que não vou conseguir ler, escrever, e calcular essas de divisão, sou burro mesmo. Aquelas palavras me cortaram o coração. Vi a tristeza em seu olhar, como poderei ajudar essa pessoa que esta na escola há quase dois anos e avançou tão pouco?
Não quero ser como os demais professores fazer de conta que dá aula e os alunos fazem de conta que aprendem. Uma aprendizagem significativa faz a grande diferença dentro de qualquer nível escolar, mas nas classes de alfabetização devem ser mais delicadas e efetivas, pois principalmente esses sujeitos que retornaram em busca do aprendizado, por algum motivo não conseguiram em outros tempos, nós temos a obrigação de fazer a diferença e tentar com toda nossa energia ajudar esses aprendizes a conseguirem concretizar seu objetivo procurado.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Primeiras reflexões sobre as observações da EJA etapas II eIII



O mês e setembro é um mês que gosto muito, pois é o mês que inicia a primavera, onde podemos escutar o canto dos passarinhos no amanhecer e no entardecer. As flores desabrocham, as árvores ganham novas folhagens ficando vários tons de verdes. Os dias ficam mais longos e após as dez horas da manhã a temperatura aumenta e as tardes com uma temperatura muito agradável, e quando a noite chega vem um friozinho que nos convida a tomar um mate quente que vai indo acalmando para uma noite de descanso merecida.
Setembro tem outra peculiaridade aqui no Sul, pois além de comemorarmos a Independência do Brasil, temos a Semana Farroupilha, onde nós gaúchos lembramos-nos da luta dos nossos antepassados passaram para termos mais dignidade e igualdade no preço do charque, onde era desvalorizado. Mas para quem inicia as observações neste mês, mais precisamente na segunda quinzena, o tempo voa, e as comemorações dentro das escolas seguem até o fim de setembro.
Foi o que aconteceu comigo e nas observações na EJA etapa II e III, onde temos que observar como a professora trabalha com os alunos, e nesse meio tempo vamos conhecendo os alunos e eles nos conhecendo. Aqui na escola tem a Gincana Farroupilha, e outras festividades envolvendo as tradições gauchescas, e mais os feriadões, com isso quem tem que observar fica um pouco complicado, mas mesmo com tão pouco tempo já consigo ver a turma.
Foram poucos dias de observação, mas o que pude refletir é que em qualquer turma que damos aula e na EJA não é diferente, e como educador temos que ter a sensibilidade de buscar, instigar, não deixar cair na rotina, não esquecer-se de fazer, trazer o material muitas vezes xerocado, pois o modo de copiar deles é mais lento, para tudo dar certo. Não deixar as aulas caírem na mesmice, ou seja, fazer os alunos terem curiosidade a vir à escola todos os dias, por que sabemos o quanto é difícil estar de volta na escola, às dificuldades da vida adulta. Esse aluno é muito especial para nós, pois ele vem buscar o que perdeu e podemos ver nos seus olhos quando eles compreendem o conceito, o conteúdo e conseguem. Na devolução da prova queriam saber a nota que tiraram, ficaram ansiosos, mas a tristeza de alguns que não conseguiram atingir o objetivo.
Entendi que prova é prova, e com o resultado podemos ter o termômetro de quem sabe e entendeu, e voltar a ensinar aqueles que não conseguiram atingir os objetivos devido não terem compreendido como fazer. E alunos querem nota sempre, e isso me deixa meio preocupada, pois eles não são um valor, eles são serem em construção da aprendizagem. 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Iniciando o estágio na EJA etapa II e III


Depois de toda a ansiedade que estava sobre o estágio, quem seria meu professor orientador, e meu tutor ou tutora, no dia 13 de setembro descobri e logo recebi e-mail da tutora Vanessa e do professor Rafael. Nas minhas reflexões e sentimentos que agora não me encontrava mais sozinha nessa caminhada teria alguém para poder me responder pontualmente sobre meus questionamentos. E o anseio de iniciar o quanto antes já tinha data para entrar na sala de aula, dia 17 de setembro, ia me apresentar como professora estagiária da turma da EJA etapa II e III.
Fui à escola na sexta-feira dia 14 de setembro avisar que meu estágio ia começar na segunda, dia 17, a minha supervisora Viviane ficou contente dizendo seja finalmente bem vinda, a professora esta a sua espera. Fiquei feliz em escutar aquelas palavras da vice-diretora Viviane, assim vou me sentindo mais de “casa”, apesar de que a escola já não é tão estranha para mim.
Esse estágio teria que ter iniciado no máximo na segunda semana de agosto, mas infelizmente me atrapalhei um pouco em terminar o primeiro semestre, e acreditei que teria que terminar para poder dar andamento no estágio e nos documentos, assim entregando toda a documentação para análise da UFRGS somente no dia 23 de agosto. Estou um pouco apreensiva com relação ao tempo, pois terei pouco tempo para realização das minhas práticas, que no meu caso como estou fazendo no turno da noite, e as quartas-feiras temos aulas presenciais ficará um dia a menos de aula acrescentando no final mais nove dias.
Na semana do dia 17 à 21 de setembro fiquei sabendo que as aulas terminaram provavelmente antes do dia 14, pois a principio as formaturas acontecerão dia 14 de dezembro. E outra vez começa minha preocupação com vou conseguir realizar todos os dias do estágio?
Em fim tirando todas essas preocupações e acontecimentos da primeira semana de observando a turma e a maneira que a professora se relaciona com os alunos, e logo depois com a conversa que tivemos ao longo do primeiro dia na sala de aula vejo que ela sente que os alunos são seus, e por isso poderá sentir um pouco de ciúmes da turma comigo, mas logo deixei claro que estou ali naquele momento para aprender com ela, acrescentar na aprendizagem da turma, e quando coloquei que a gente faça uma docência compartilhada, mesmo que eu tenha que ser a professora por algumas semanas, eu gostaria que ela ficasse em sala de aula comigo, que ela possa interagir junto, dando um apoio ou até mesmo fazendo inserções quando necessário, ou mesmo querendo explicar algum conteúdo, ela respondeu que não ia mesmo me deixar sozinha com os alunos na sala, que não era do feitio dela fazer isso. Nesse momento me pareceu que desceu de volta dela uma armadura, e seus olhos sorriram, pois fui bem pontual com ela.
Em um dado momento conversando sobre os planos de aula, ela me disse assim “ tu sabes que todo teu planejamento, e o que for dar para os alunos deverá passar por mim?!” Sorri carinhosamente de volta respondendo que sim, e que gostaria de planejar junto com ela, pois não quero fazer nada incoerente que venha prejudicar a aprendizagem e o crescimento dos alunos.
Conversando com a Ângela na segunda-feira dia 24 de setembro ela me disse que o meu projeto pedagógico deverá trazer o lúcido para sala de aula, mas cuidando para não infantilizar os conteúdos, a maneira de dar as aulas, pois devemos respeitar a idade dos alunos. Fiquei feliz em ter tido aulas maravilhosas com os professores de todas interdisciplinas, pois me lembrei deles, principalmente da interdisciplina da EJA com  a professora Aline, nos dizendo em muitos momentos sobre esse “respeito” a idade que os jovens e adultos têm, do respeito a sua vivencia que tem, pois estão em busca da alfabetização formal, mas essas pessoas trabalham e trazem consigo muitas experiências de vida.
Não tem como não se emocionar dentro de uma turma da EJA, e o querido mestre não sai dos meus pensamentos Paulo Freire, onde conseguiu fazer da educação de jovens e adultos ser algo muito significativo. Essa pessoas que voltaram aos bancos escolares em busca de conhecimento, da leitura, de aprender a calcular, em fim, estão em busca do conhecimento formal eu espero sinceramente que consiga ajudar eles a construir esses conceitos e conhecimentos, pois vou me sentir uma pessoa melhor, onde vou devolver um pouco do que toda a sociedade me deu, pois se hoje estou estudando e quase realizando meu sonho que um diploma universitário é devido a muitas pessoas como essas das turma de EJA, assim como meu avô que não pode estudar, e aprender a ler, e que trabalhou nesse Brasil muito, com isso  contribuindo bastante para que eu tivesse um ensino gratuito. Esse foi um dos motivos que me levou a escolher a EJA para fazer minha prática docente final.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Como estou me sentindo referente ao estágio?


Hoje nossa primeira aula do oitavo eixo, fazendo uma explanação como vai ser nosso semestre letivo, onde iremos fazer o estágio curricular. E no final dessa aula a professora Rosane nos solicitou uma postagem no portfólio respondendo: “Como estou me sentindo referente ao estágio?”
Já estava pensando em escrever algo sobre essa pergunta antes mesmo dela ser solicitada para nós, e pensando nisso como o tempo voa, até parece ontem que olhava a matriz curricular do curso e imaginava como seria o estágio, e agora ele esta chegando. Tenho um pouco de receio com o estágio, pois no meu estagio curricular do magistério eu sofri muito. Minha orientadora não me ajudou ela no meu planejamento buscava por erros, e quando ela achava um erro ela em vez de ajudar a sanar minha dificuldade, ela queria que eu desistisse do curso, não desisti, e melhor disse que mesmo que não fosse aprovada no estágio eu seguiria ate o final, pois não gosto de começar e não chegar no final.
Agora que já tenho um pouco de experiência em docência, e amo o que escolhi, falta colocar em prática tudo que aprendi durante os sete eixos. Disse que tenho experiência em docência, mas esqueci de dizer que na EJA não tenho nenhuma experiência, e com isso para mim é tudo muito novo.
Devido as várias atividades que realizei com a EJA durante os outros eixos, consegui me familiarizar-me com essa modalidade de ensino, e os discentes que ali estão é realmente para aprender, resgatar parte do que foi subtraído de suas vidas, e com isso quero ver se consigo fazer o melhor de mim para com a turma.
Nervosismo, ansiedade, medo, alegria, incertezas, realidade cultural, será que vou conseguir? Essas são algumas palavras que expressam hoje o que sinto em relação em a modalidade de ensino que irei conhecer melhor, e logo fazer o TCC em torno desse meu estágio.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Um dia especial...


Um dia que não poderia ter sido melhor, cheio de trocas de saberes que incrivelmente sou suspeita em falar, mas adorei muito. Estou hoje bem acostumada com a Educação em EAD, mas esses encontros são muito estimulantes, ou seja, me deixam bem. Para mim foi muito mais que um “Encontro Acadêmico e de Integração do PEAD na FACED”, pois muitas colegas do curso ainda não conheciam a sede central da UFRGS, com essa atividade presencial puderam conhecer. 

Conheci a brinquedoteca onde fiquei sonhando em construir uma na escola que for atuar, ou de sugerir um espaço assim dentro das escolas da minha comunidade, pois em dias de chuva e muito frio as crianças poderiam ter o que fazer. Tudo muito organizado e com muito zelo conhecendo esse espaço quis voltar a brincar, quando somos crianças brincamos muito, e o tempo voa, e muitas vezes queremos ser adultos. E hoje percebo quanto é bom ser criança com sonhos, aventuras, brincadeiras a gente viaja em muitos mundos e lugares, e como professora agora temos que fazer com que as nossos pequenos curtam a idade que tem, sem querer pular etapas, convidar essa criança a querer brincar, se soltar, ser ela mesma.
Nunca visitei o museu da UFRGS, então é bem vergonhoso, pois faz muito tempo que frequento os espaços da universidade, mas acreditem faltou tempo e oportunidade, até que hoje conheci. Um breve histórico do que foi aquele prédio e logo depois sendo um museu. O mundo é pequeno mesmo, até encontrei um colega do curso técnico em biotecnologia do IFRS, que agora faz história, e tem monitoria no museu.  Havia exposto fotos de pessoas e locais que conheci no curso de extensão Territórios Negro, uma até deu saudades do curso.


Tivemos uma roda de conversa com professores das etapas de ensino que vamos fazer o estágio no próximo semestre, para mim achei que na conversa realizada por cada um era que estavam vendendo e tentando a gente escolher um dos três modalidades, e com certeza fiquei bem instigada a fazer meu estagio ainda mais forte para alunos da EJA, não sei se vou conseguir.
Para abrilhantar mais ainda nosso dia, tivemos o ilustre e famoso Professor Doutor Fernando Becker realizando uma palestra para nós. E olhar ele ministrando sua palestra pessoalmente é muito melhor que online, ele é uma pessoa muito inteligente e nos diz com clareza como devemos fazer com nossos alunos, e numa simplicidade enorme. Por ele ser muito famoso dentro da área da educação, quase todas as alunas queriam tirar fotos com ele, e foi bem engraçado, pois ele era só sorrisos.
E para finalizar tivemos roda de conversa,onde tive a oportunidade de estar na roda de conversa Temática 3: Transtorno TDH no Contexto Escolar, com a psicóloga Giane Sicilliani da Rosa onde ela esclareceu muitas dúvidas e nos forneceu muitos modos de trabalhar em sala de aula com alunos que apresentam esses transtornos. Além disso comentou que a criança poderá ser diagnosticada a partir dos sete anos, pois até essa idade as crianças podem apresentar instintos parecidos com os sintomas da TDH devido os neurônios deles ainda fazem sinapses muito rápidas, e nessa fase dos sete para cima a criança vai se adequando ao mundo exterior da comunicação, e modo de agir, começando a ficar mais tranquilo aprendendo as atividades propostas pelo educador.
Então o que dizer desse maravilhoso sábado, simplesmente foi muito bom mesmo! Pena que não temos esses poucos encontros nas quartas-feiras, e lembrando nisso já estamos na reta final do semestre e do curso. Sinto um friozinho no estomago, não sei se darei conta disso com certeza.


Planejamento...



Planejamento substantivo masculino.
1. Ato ou efeito de planejar.
2. Serviço de preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos convenientes; planificação. Ex.: "O historiador fez um planejamento rigoroso para seu livro”.
Então iniciei minha reflexão sobre o que é planejamento trazendo o que significa a palavra diretamente no dicionário.
Em algum momento em nossas vidas temos que planejar, existe pessoas que levam muito na ponta do lápis o que significa planejar. Usam agendas para ter tudo registrado, se caso precisar saber com a máxima certeza o que aconteceu, ou saber o que deverá fazer no dia seguinte. Tudo organizado, arrumado, onde conseguem se guiar perfeitamente em seus planejamentos.
Dentro da educação somos obrigadas a ter planejamento para sabermos o que vamos lecionar naquele exato dia e hora. Confesso que quando fiz o magistério, esse tal planejamento como cita Rodrigues no texto que aos poucos ficou mecanizado, fazia pelo motivo que era obrigatório fazer e mostrar para a orientadora do estagio. E muitas vezes me via no dia que havia planejado e não conseguia seguir aquele roteiro tão automaticamente elaborado. Passava o único dia de descanso em cima de livros pensando e planejando atividades seguindo os conteúdos que tinha que ensinar. Ganhei um verdadeiro pavor desse tal planejamento, onde tinha que pesquisar em vários livros os conteúdos, elaborar exercícios, e para mim era um tempo perdido, não tinha muito sentido naquilo que estava realizando. Identifiquei-me com as palavras de Rodrigues que [...] o planejamento banalizava-se em um ato meramente burocrático.
Se as aulas eram expositivas, dialogadas e a maioria dos recursos usados são sempre os mesmos, será que não ficaria subentendido que todas as aulas usamos quase os mesmos recursos, e então poderíamos elencar somente aqueles que são usados no cotidiano, àqueles que eram específicos para aquele planejamento, mas mesmo que fosse obvio tinha que aparecer todos os recursos.
Temos que usar os verbos adequados para cada objetivo, e sem falar que tem o especifico e o geral. Vou ser fiel nunca entendi muito bem sobre esses verbos, fiz muito planejamento, mas no piloto automático, devido não ter muito significado para mim, acredito que não dei a importância que o planejar tem em nossas vidas. Sei que é importante ter um norte a seguir, hoje sei que ter um referencial teórico onde podemos nos apoiar quando formos questionados o motivo que estamos trabalhando dessa ou de outra forma. O planejar tem que ter sentido concreto e saber para quem vamos fazer esse planejamento, o que eu quero com o planejado. “Para Rodrigues planejar é o processo constante através do qual a preparação, a realização e o acompanhamento se fundem, é indissociável”. Ao revisarmos uma ação realizada, estamos prepa­rando uma nova ação num processo contínuo e ininterrupto.
De acordo com Rodrigues temos que nos apoiar num pressuposto teórico onde são estabelecidas as diretrizes do trabalho, definindo procedimentos e estratégias metodológicas.
Mesmo não entendendo muito bem como podemos fazer os planejamentos de forma globalizada, interdisciplinar, percebo que todas os conteúdos usamos e vivenciamos de modo integrado fora dos ambientes escolares. Pois a química encontramos em muitos aspectos diários como alimentos, higiene pessoal, biologia somos seres vivos, e assim por diante. O motivo do ensinar separado, tipo gavetinhas essa maneira que deixa os alunos confusos, pois aprendem separado o que poderiam ser visto junto, e depois se quiser separar. Acredito que um planejamento é muito importante, mas deve haver objetividade e saber que nem sempre vamos conseguir seguir a risca o que planejamos previamente, pois trabalhamos com outros seres humanos, e as vezes o que eles trazem no dia com questionamentos é muito mais importante trabalhar essa questão do que dizer para seu aluno ficar quieto e continuar com a aula planejada, atropelando uma questão que poderemos fazer gancho com o que queremos ensinar.
Segundo Rodrigues seguem alguns elementos básicos para um planejamento. Necessário ter objetivos, consistir em explicitá-los, tendo como questões básicas o quê” e “para quê”; 

v  Justificativa toda proposta tem uma origem, um por que; 
v  Temática apresentação do eixo integrador; 
v  Estratégias momento do "como" ser explicitado; 
v  Localização onde será desenvolvido? Para quem? É importante esta caracterização, deixando
esclarecido o contexto; 
v  Recursos qual o apoio necessário, em termos de materiais, meios a serem utilizados; 
v  Avaliação como acompanhamento permanente do processo, re­velar os indicadores, critérios de avaliação. 

 Fonte:
 RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Planejamento: em busca de caminhos. s/a e s/p.

domingo, 1 de julho de 2018

Era digital e professor analogico


Lendo o artigo Schlemmer que trás como o professor trabalho com as novas tecnologias, no início do artigo tem uma mensagem de texto com a linguagem internets de um aluno para o seu professor, onde fala da novidade de ganhar um notebook novo e de ter instalado alguns programas  abordando o trabalho em grupo que estava realizando e a empolgação de ganhar um notebook novo. Afirmo que foi difícil entender o conteúdo do e-mail, onde o aluno usa muitas abreviações fora das normas, e palavras que não tinham vogais ficando meio complicado de compreender. Deveria ter um dicionário, ou estudo de vocabulário para podermos entender mais rapidamente. Com certeza um professor de língua portuguesa não esta de acordo com essa linguagem escrita que estamos vivenciando, principalmente quando esse tipo de linguagem começa a tornar habito do aluno e levando isso para dentro da sala de aula. Concordo que seja um mundo novo e devamos nos abrir para o novo, mas não sei se um dia conseguirei entender tudo na primeira leitura. O artigo fala sobre professores que tem em seu vasto poder de conhecimento, mas são carentes de tecnologia para igualar com a convivência dos jovens do século XXI, geração digital.
Muitos de nós que crescemos com o aprendizado do olhar, e não mexer, devido o custo alto de comprar e consertar, somos os da geração analógica. E quando fomos apresentados aos computadores, tínhamos que fazer um cursinho para poder aprender a usar. A geração digital em que já nasce com uma infinidade de tecnologia ao seu dispor, assim podendo ver, tocar e o mais importante que é aprender mexendo, e com vasta opção de tecnologia, quase nem precisamos interferir, ou melhor, eles quase nem pedem ajuda para descobrir como funciona.
Mas tudo certo com isso, mas a preocupação com tantas novidades fora da escola, ele se questionam porque ir para escola aprender o que posso fazer através de computador que tenha acesso a internet? Respondo a partir das minhas convicções que o aprender a relacionar-se com os outros de sua mesma idade ou idades diversas somente dentro das escolas, igrejas, clubes sociais que conseguem fazer isso. Aprender a socializar-se como ser humano que vive em sociedade. E pensando no aprender nós professores de hoje temos sim que nos despojar das velhas roupagens e assumir de vez que os tempos mudaram, e que temos que aprender e usar todo o modo de tecnologia disponível dentro da nossa sala de aula, pois somente assim nossos alunos poderão se sentir mais no mundo deles.
Nossas crianças podem ser espertas e ligeiras no aprendizado digital, mas temos o papel importante de educador de direcionar dentro da escola e fundamentar todo esse saber que possuem para a educação, nessa hora que entra a nossa intervenção pedagógica, por exemplo, quando vamos fazer uma pesquisa, mostrar para os alunos que assim como tudo em nossa vida temos regras, coloca isso para as turmas maiores que já compreendem que podem usar os computadores para auxilio nas atividades, mas devemos identificar e sinalizar de onde estamos retirando aquela pesquisa, tal como as normas da ABNT, como deve proceder.
Desde pequenos ensinar o que é plagio, e o que acarreta se acontecer quando é pego plagiando um trabalho, e mostrar que existem regras para poder usar o que outras pessoas fizeram. Em trabalhos realizados no Word, podemos ensinar eles a formatar, como colocar imagens, colocar referências etc. Acredito que o papel da escola e dos professores que hoje aqui estão para com os alunos digitais seja direcionar como e onde podem usar a tecnologia atual. Criar grupo no whats onde possam trocar ideias sobre a matéria, e o professor se inserir nesse grupo, para tirar dúvidas e verificar se realmente estão naquele grupo trabalhando, não que eles não possam ter seus grupos sociais, mas usar essa tecnologia que tanto eles gostam para uso pedagógico também.
Antes de um conceito novo a ser estudado, dar jogos para ver como eles resolvem, e ver sua posição, seus conhecimentos prévios quanto a situação nova. E também após o conteúdo novo, dar jogos para verificar se conseguiram assimilar as leis, o sentido do conteúdo. Fazê-los pensarem uma forma de aprender através das tecnologias, acredito que terão muitas ideias e basta usar para ver se aquela irá dar certo. Têm-se uma escola digital, e com componentes que podemos usar, então por qual motivo não usar, sabe que de hoje em diante essa tecnologia só vai avançar e se não estivermos por dentro, atualizados vamos ser um professor excluído, obsoleto.
 Com todas essas novidades, a grande meta que é quebrar este paradigma que tanto assombra grande parte da geração analógica em que os métodos se sobressaem a partir de um giz/caneta e um enorme quadro negro/branco. Nestes casos podemos flexibilizar uma grande importância da inclusão tecnológica presente ao nosso cotidiano que é o uso correto dos computadores nas instituições de ensino. Não como uma válvula de escape e sem o conceito preservacionista que ainda se prevalesse pela grande classe da geração analógica de que não se pode estrair todo o conhecimento e saciar a grande fome de saber pela intenção de conservar algo que já está tão comum à geração digital.
A imposição da grande moeda de troca de saber deveria ser colocada em todas as modalidades para que se devam preencher todas as lacunas do conhecimento. Podemos ver claramente que esta nova geração tem uma facilidade de aprendizagem na parte prática do assunto. Muitos não são adeptos por esta forma de ensino por achar que pela facilidade a todos os materiais pela infinita rede virtual, acabaria incentivando a simplesmente “copiar e colar” sem mesmo ter muita pesquisa pelo assunto acarretando a uma leve decadência ao aprendizado. Alguns adeptos da geração analógica se impõem assim como a geração digital, assim também aumentando sua sede por conhecimento e quebrando esta grande barreira em que divide a maior parte das gerações. E, além disso, existe o professor que não quer mudar, que esta há muito tempo na zona de conforto e pensa que essa tecnologia toda só vem estragar o ensino com tantas baboseiras. Segundo a SCHLEMMER:
“Ah, esqueci de lhe dizer, não vou poder acompanhar os alunos ao laboratório. Preciso atender um pai. Você pode assumir a turma?” (a propósito, por que os computadores estão num laboratório? Não poderíamos pensar em distribuí-los nas salas de aula? Dois ou três em rede?) “Faltou professor, você pode ficar com eles no laboratório?” O uso das TDs não deveria ser considerado como “prêmio”, “passatempo”, “tampão”. (SCHLEMMER, 2006 p. 36)

Esse problema citado acima da geração analógica de uma parte dos professores da rede pública de educação vai dar problemas mais tarde, onde esses alunos terão que ir procurar fora da escola por esse aprendizado. Jogos, brincadeiras, podem ate ser bom, mas levar com um pouco mais seriedade a educação tecnológica é um bem que fazemos a nós mesmos e a toda a comunidade escolar e sociedade. Digamos que temos um percentual de 90% dos professores que aderiram e interagem nas redes sociais, mas não passam desse patamar. Por qual motivo encontramos nos educadores tanta resistência em aprender e ensinar como devemos usar as tecnologias?  Temos professoras que estão se graduando na modalidade de EAD, mas pedem ajuda para fazer suas atividades, e outros fazem cursos para se qualificar usando as tecnologias, mas não são capazes de colocar em prática o estão aprendendo, realmente não consigo entender.
Sinceramente gostaria que os educadores repensassem essa maneira de ver e começar a mudar, pois nas escolas particulares tem um período de informática obrigatório desde a educação infantil. Na rede pública ter aulas de informática em algumas escolas dentro do currículo é uma raridade. Existem várias observações que não consigamos muitas vezes até chegar ate os laboratórios de informática, mas temos o dever de começar a mudar esse modo de ser, parado no século passado, averiguar por qual motivo não se usa os computadores, por que estamos sem rede de internet. Mandar cartas aos órgãos competentes para que comessem mudar esse sistema. Um dia vi um filme que realmente gostaria de experimentar para ver se funcionava. Cada criança da escola mandar uma carta para a promotoria pública questionando o motivo que não tem computador na sua escola e internet, essa questão é bem legal de pensar seriamente em fazer, devido estarmos na era digital e muitas vezes as crianças de periferia so sabe que tem computador pelas mídias da televisão. As mudanças nem sempre são ruins, elas vem para desestabilizar o que já está acomodado, vem dar nova maneira de compreender nossas crianças de hoje. Se a gente não mudar, eles mudam a gente de lugar, e não teremos mais lugar nesse mundo novo.

Fonte:
SCHLEMMER, Eliane. O trabalho do professor e as novas tecnologias. O professor e o mundo da escola. Revista Textual, 2006 setembro. p. 33 a 42

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Inovações pedagógicas e tecnologias


Respondendo o que é inovação pedagógica percebi o quanto é fácil ser um professor inovador, mas ao mesmo tempo o quanto é complicado querer inovar dentro de uma escola tradicional, onde o gestor não queira mudanças na sua escola. Mas pensando bem a escola não é dele, e sim da comunidade escolar, então podemos ser inovadores o quanto queremos,  nem que sejamos dentro da nossa sala de aula com nossos alunos, pois pelo menos um ano eles são nossos, quero dizer 200 dias letivos.
 No curso de Licenciatura em Ciências da Natureza tinha uma professora nos dizia o quanto tínhamos que amar nossa profissão e nossos alunos, e muitas vezes íamos receber alunos mal cheirosos, com fome, cheirando a fumaça, a xixi por dormir com irmãos menores e não dar tempo para tomar um banho antes de ir para escola. E que muitas vezes os gestores eram tradicionais e a gente deveria persistir em fazer das nossas aulas o menos tradicional possível, lecionando com amor, inovando as nossas práticas para termos aulas agradáveis, onde todos os alunos gostassem de estar e voltar. E que da porta da sala de aula para dentro quem mandava era a gente, o modo de trabalhar, de avaliar. E lendo esse texto lembrei-me dela e como suas palavras foram importantes nas minhas práticas.
Quando um professor pensa em inovação vêm vários questionamentos e um deles é como dar conta do currículo, e logo desiste e volta à rotina. Currículo é todo caminha percorrido pelo educando e nós podemos adaptar mudar, o quanto queremos, e a questão é que os alunos hoje são diferentes, estão mais acelerados, são da era tecnológica, se ficarmos estagnados em uma didática tradicional as nossas aulas não terão atrativo para esse alunado, por isso inovar não significa somente usar tecnologia e sim mudar a mentalidade e mostrar para eles que tudo está envolvido, e que os conteúdos são interdisciplinares, e que podemos fazer diferente e mostrar que escola, aula também é interessante e legal. De acordo com CUNHA:

O incentivo ao risco pressupõe, entretanto, uma ambiência institucional que o tolere e, inclusive estimule. Ao tomar a inovação como algo abstrato, perde-se a noção de que ela se realiza em um contexto histórico e social, porque é um processo humano. A inovação existe em determinado lugar, tempo e circunstância, como produto de uma ação humana sobre o ambiente ou meio social. (CUNHA, 2004 s/p.)

Nós educadores e educadoras não devemos ter medo do novo, e devemos estar abertos para discussões, trocas de saberes, transformar coisas que já estão obsoletas em novas, reciclar o conhecimento, assim aos poucos vamos incorporando as inovações. E principalmente não ter medo de mudar e do novo.
Mesmo tendo esse “medo do novo” me considero com um princípio inovador, pois não suporto a rotina, a mesmice, as coisas do mesmo jeito. Pode-se aprender de várias maneiras, por qual motivo fazer sempre tudo igual?
Segundo CUNHA, com a finalidade de sinalizar com mais precisão os critérios de análise das experiências inovadoras, pontuamos as seguintes condições e características, já utilizadas em outros estudos:
Ø  Ruptura com a forma tradicional de ensinar e aprender e/ou com os
procedimentos acadêmicos inspirados nos princípios positivistas da ciência moderna;
Ø  Gestão participativa, por meio da qual os sujeitos do processo inovador sejam
rotagônicos da experiência, desde a concepção até a análise dos resultados;
Ø  Reconfiguração dos saberes, com a anulação ou diminuição das clássicas
dualidades entre saber científico/saber popular, ciência/cultura, educação/trabalho etc.;
Ø  Reorganização da relação teoria/prática, rompendo com a clássica proposição
de que a teoria precede a prática, dicotomizando a perspectiva globalizadora;
Ø  Perspectiva orgânica no processo de concepção, desenvolvimento e avaliação
da experiência desenvolvida.

Fonte:
CUNHA, Maria Isabel.  INOVAÇÕES PEDAGÓGICAS E A RECONFIGURAÇÃO DE SABERES NO ENSINAR E NO APRENDER NA UNIVERSIDADE. VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais Coimbra 16, 17 e 18 de setembro de 2004.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Um novo olhar sobre a EJA



Compreendi finalmente o motivo que temos que dizer "a EJA", porque é sobre a "Educação de Jovens e Adultos", então após essa interdisciplina verificamos e não podemos mais nos equivocar quando vamos falar sobre essa modalidade de ensino. 
Fazer a atividade final da interdisciplina da EJA foi muito instigante, pois já havia realizado uma atividade no VI semestre com uma turma, mas fazer uma entrevista conhecendo um pouco da história de cada aluno foi muito interessante, pois são pessoas que têm idades distintas, mas ao mesmo tempo algumas histórias se parecem. Escutar das mulheres como era o autoritarismo principalmente dos pais (homens) de não deixar as filhas estudar, e priorizar aos meninos o poder ir e saber ainda existe atualmente e por mentes bem jovens, como foi o relato de uma aluna onde voltou aos bancos escolares para acompanhar sua filha, e o marido não deixou essa frequentar mais a escola. Fiquei muito chateada e a aluna-mãe não aguentou e cai em choro no seu relato, e ao mesmo tempo disse que seu marido deu força para ela continuar estudando, pois antes não conseguia porque tinha os filhos pequenos.
Durante essa atividade de campo consegui visualizar que ainda existem muitas pessoas sem a escolarização completa, e do ano passado para esse o número de alunos aumentou na escola, e fiquei bem contente. A direção da escola se preocupa muito com seus alunos da EJA, e está sempre os incentivando para a conquista do seu objetivo, se o aluno tem três faltas, então a professora avisa a direção e a escola liga para eles para saber o motivo que estão faltando às aulas, e solicita para voltarem.  
 Quem leciona para essa modalidade de ensino deve ter em mente que esses alunos não são mais crianças, e tem uma especificidade peculiar, e devem ser tratados como adultos que são. [...] uma faixa etária diferenciada, com características próprias. Primeiramente jovens e adultos não podem ser tratados como crianças. São pessoas que não tiveram infância, ou tiveram uma infância frustrada, têm vergonha de si mesmos, possui complexo de inferioridade diante da sociedade que os oprime e os discrimina. FREIRE, 1987 (FRIEDRICH. et al., 2013, p.19). Muitos deles voltam aos bancos escolares somente para buscar a certificação, então eles têm pressa em aprender, e quando chegamos com alguma proposta diferenciada, logo eles acreditam que o professor não sabe lecionar, ou seja, que eles não vão aprender, porque no pensamento deles aquilo é brincadeira, e não aprender. Percebo essa forma deles pensar, pois há muito tempo estiveram dentro de uma escola, e naquele tempo o ensinar/aprender para eles era a cópia do quadro, reproduzir o professor ensinava, e simplesmente prova, onde era o único instrumento de avaliação. Com isso, percebi que eles pararam no tempo, mas os professores de hoje tem uma didática diferenciada para lecionar. Como o professor Evandro colocou temos muitos teóricos com inúmeros livros com pesquisas de como as crianças aprendem, mas ainda não sabemos como o aluno jovem/adulto da EJA aprende. Ainda nos fez pensar como nós aprendemos, e essa reflexão sei que vai ficar muito tempo na minha memória, pois aprender alguns conceitos é bem difícil apesar de toda a minha caminhada dentro da educação.
Na apresentação dos grupos quase por unanimidade sobre a atividade que realizamos verifiquei o que senti pessoalmente, que os alunos da EJA são muito afetuosos, e inicialmente sentem algum receio em falar com alguém que não seja a professora, ou alguém que seja da escola. De acordo com GIROUX:
O desenvolvimento de uma política cultural da alfabetização e da pedagogia torna-se um de partida importante para possibilitar que aqueles que têm sido silenciados ou marginalizados pelas escolas, pelos meios de comunicação de massa, pela indústria cultural e pela cultura televisiva exijam a autoria de suas próprias vidas. Uma teoria emancipadora da alfabetização indica a necessidade de desenvolver um discurso alternativo e uma leitura crítica de como a ideologia, a cultura e o poder atuam no interior das sociedades capitalistas tardias no sentido de limitar, desorganizar e marginalizar as experiências quotidianas mais críticas e radicais e as percepções de senso comum dos indivíduos. (GIROUX, s/ano, s/p.)

Refletindo sobre o que observei, sobre as entrevistas/conversas, penso o quanto é importante um educador que trabalhe com esse alunado esteja ali não somente pelo seu dinheiro, pois sabemos que nossa cultura é capitalista, e precisamos muito de um salário para poder viver, mas lecionar e aprender com o aluno da EJA é tão importante que temos que ter muito amor, gentileza e delicadeza para poder tratar com eles. Abrir as aulas para o diálogo, saber escutar suas histórias e valorizar tudo que eles trazem em sua sabedoria. São pessoas que ao longo da vida sofreram muito, e alguns são tão humildes que muitas vezes custam a se enturmar e sentir o direito de estar ali, se identificar como sujeito aprendente, se empoderar do lugar que ocupa dentro da sociedade, se permitir para poder construir seu aprendizado.
Agora entendo o motivo que o grande mestre Paulo Freire é tão exaltado por tantos anos aqui no Brasil e no exterior, pois ele reformulou a didática para melhor o entendimento dos alunos jovens/adultos que foram de alguma forma excluída da escola, percebeu como essas pessoas foram massacradas ao longo de suas vidas, e fez uma pedagogia diferenciada onde até hoje quem busca se qualificar para lecionar dentro da modalidade EJA de ensino estuda suas teorias, seus livros, e aos poucos vai incorporando uma nova maneira de ver o mundo e como podemos ser mais úteis, trabalhando na escola os saberes que eles trazem os seus conhecimentos prévios, como alguns autores dizem. De acordo com FREIRE:
Por isso mesmo pensar certo coloca ao professor ou, mais amplamente, à escola, o dever de não só respeitar os saberes com que os educandos, sobretudo os das classes populares, chegam a ela - saberes socialmente construídos na prática comunitária. [...] aproveitar a experiência que tem os alunos de viver em áreas da cidade descuidadas pelo poder público para discutir, por exemplo, a poluição dos riachos e dos córregos e os baixos níveis de bem estar das populações, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das gentes. Porque não há lixões no coração dos bairros rios e mesmo puramente remediados  dos  centros  urbanos?  Esta  pergunta  é  considerada  em  si  demagógica e reveladora da má vontade de quem a faz. É pergunta de subversivo, dizem certos defensores da democracia. (FREIRE, 1996 p. 16)

Finalizando mesmo tendo muito que falar/escrever sobre os sentimentos aflorados fazendo as observações e as entrevistas, senti forte inclinação para atuar como uma professora da EJA, me aperfeiçoar e entrar nesse mundo aprendente e ensinante da EJA.

Referências:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. p. 16. Ano da Publicação Original: 1996. Ano da Digitalização: 2002
FRIEDRICH, Márcia. et al. “Trajetória da escolarização de jovens e adultos no Brasil: de plataformas de governo a propostas pedagógicas esvaziadas”. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 18, n. 67, p. 389-410, abr./jun. 2010.
GIROUX, Henry A. Alfabetização e a pedagogia do empowerment político . Universidade de Miami. Oxford, Ohio. S/ano.

domingo, 3 de junho de 2018

"Sala de aula é lugar de brincar? Por uma pedagogia do brincar”


Na quarta-feira dia vinte e três de maio, tivemos uma aula especial, melhor uma “Palestra da Profa. Dra. Tânia Fortuna da Faculdade de Educação da UFRGS,  Coordenadora  Geral do Programa de Extensão Universitária intitulada “Quem quer brincar””.  
Em sua simplicidade nos contou uma parte de sua infância e como desde pequena desejava ser professora, mas não qualquer professora, queria uma aula diferente, e ter assim seus alunos. Com essa última fala me identifiquei muito com ela, pois desde o momento que fui regente de turma em 2013/2 amei lecionar, e verifiquei que posso sim ser professora, ou melhor, ser educadora. Com a palestra da professora Tânia eu fiquei mais animada, pois como seres humanos às vezes passamos por umas provações, e no momento estou passando por uma dessas fases, para ver se somos resiliente.
Pensando no tema da palestra e ter participado de algumas atividades que a professora nos trouxe, foi como ela havia proferido, que durante o brincar a criança somente consegue pensar no que esta fazendo, esquece de todo resto naquele momento. E eu consegui entender o que ela disse com isso, pois durante as brincadeiras até me esqueci dos problemas que estou passando. O brincar é visto por muitos professores como perda de tempo, até eu mesmo já passei por esse pensamento, achando que a criança aprendia decorando a tabuada e refazendo várias vezes os mesmos exercícios. Com tempo fui interiorizando que cada um tem seu tempo e maneiras distintas de construir seu conhecimento, e no caso todos temos algum conhecimento prévio e para construir o novo conhecimento, esse vai ter que ser confrontado com o novo, e somente assim vamos aprendendo.
E como as crianças aprender melhor de forma lúdica, percebo que se fizermos brincadeiras durante as nossas aulas, mesmo que lecionamos com alunos adolescentes, tudo ficará mais fácil. A descontração deixa as armaduras caírem e quando aparece o novo fica mais fácil entender. E sem falar que com as brincadeiras dentro da sala de aula principalmente com educação infantil e ensino fundamental 1, onde estão crescendo podemos trabalhar muitos conceitos, e atingir muitos objetivos como a professora Tânia colocou com a brincadeira “Ram Sam Sam”, onde trabalhamos o contato, a psicomotricidade, lateralidade, e durante essa brincadeira a gente deve pensar na outra pessoa, pois algumas pessoas não gostam de ser tocadas, outras não se sentem a vontade de tocar. Durante essa brincadeira o educador poderá dar muitas ordens e observar como a criança interage com seu colega. A brincadeira do “Contrário” busca trabalhar a atenção dos alunos, pois tudo que é falado pela professora, os alunos deverão falar o contrário, eu mesmo me perdi em alguns dizeres, mas o importante é a criança saber que tem que ficar atenta para fazer a atividade, mas mesmo eu me perdendo em alguns momentos adorei e me diverti muito mesmo. A brincadeira do “Sim e não” podemos descobrir muitas coisas sem que a criança fale verbalmente o que acontece com ela. Assim quando eles brincam livremente na sala de aula, muitas vezes o educador acredita que esse é o momento para fazer o que não deu tempo ainda, e nesse caso ele perde todo um crescimento da criança. E o momento da brincadeira deveu brincar junto, claro que em alguns momentos devemos deixar eles com seus pares para poder socializar todo o seu aprendizado. A professora Tânia nos colocou que é de suma importância nós prestarmos a atenção em tudo, e que também é importante poder brincar com eles, entrar no mundo da fantasia com eles.
Durante a palestra ela coloca que a brincadeira é espontânea, ou você quer brincar, e se não quer, pois ninguém consegue fazer você brincar forçado. Quando a criança está brincando ela esta numa viagem, numa fantasia, onde ela acredita no momento que é real.
Senti-me muito contente após as brincadeiras, e acho que é a mesma sensação que os nossos alunos sentem, mudar nosso modo de lecionar, acredito que isso mude a maneira que a escola  quando fizemos atividades criativas e interessantes, assim chama atenção deles, irão ficar sempre aguardando o que irão fazer no dia seguinte, e a escola vai aos poucos se tornando menos chata, tediosa.
Nessa mesma aula a professora Tânia usou uma técnica para podermos visualizar onde está largada a criança que habitou há muito tempo dentro de nos. E nos fez um aconselhamento, se assim posso definir, que temos que encontrar a criança que existe dentro de nós, e que façamos a comunhão com ela, para melhor entender nossos alunos, e assim poder melhorar nossas aulas, compreendendo nossas crianças e atingir nossos objetivos. E respondendo a questão do título da palestra, digo que sim, "Sala de aula é lugar de brincar? Por uma pedagogia do brincar”.
Então, sai da aula animada, descontraída, e mais leve. Agradeço a Deus todos os dias por estar tendo esta  oportunidade ímpar. Aprender ser professora com grandes mestres e doutores, que nos mostram que sim é possível fazer a renovação, a mudança através da educação, e que temos essa grande tarefa.

Para quem busca saber como é a dança do  "Ram Sam Sam".
Obs.: Você pode fazer outras solicitações da forma de brincar, mas usando a parte inicial.
Disponível em:  https://www.youtube.com/watch?v=zBttxAMxaXE Acesso em: 03/06/2018.

Achei uma versão em português da Xuxa, não sei que está correta, mas vamos brincar.

A ram sam sam, a ram sam sam guli, guli , guli, guli ram sam sam(2x)
Olha a onda , olha a onda guli, guli , guli , guli ram sam sam
A ram sam sam, a ram sam sam guli, guli , guli, guli ram sam sam
Olha a onda , olha a onda guli, guli , guli , guli ram sam sam
Disponível em: https://www.letras.com/xuxa/91211/ Acesso em: 03/06/2018.