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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Curso de Interprete em LIBRAS

Como ja havia comentado em uma das minhas postagens que fui até a antiga Escola Técnica da UFRGS para fazer o curso de LIBRAS, no início de 2006, e não consegui e descobri outros cursos técnicos.
Então a ETCOM passou para IFRS, ou seja todas as escola técnicas tiveram a transição e formou-se Institutos Federais. Então na cidade de Alvorada tem o curso Técnico em Interprete de LIBRAS. Descobri e deixo aqui divulgado para quem quer se aprofundar mais. 

Lei e Decreto

Através de muita luta a comunidade Surda consegue na justiça a Lei Federal que assegura que a língua de sinais seja reconhecida como a língua materna das pessoas que nascem surdas e que LIBRAS seja incluída nos cursos onde são formados professores o Curso Normal e em cursos superiores de Licenciaturas. 
Se fizermos uma pesquisa acredito que ainda encontramos Institutos Estaduais que ainda faltam professores de LIBRAS. Para nossos governantes não tem problema quanto a isso, pois não são eles que dependem dessa aprendizagem. Como minha avó sempre disse somente se dá valor quando a pedra esta dentro do sapato. 
Me formei no magistério e não tivemos essa disciplina, o que acho um absurdo, sendo que é uma prioridade para nós professores tendo que entrar na rede pública de educação e trabalhar sem ter nenhum embasamento teórico sobre essa língua. A não ser um simples aprender o alfabeto quando são distribuídos nas escolas.

Segue abaixo a lei e seu decreto.


Olhei no youtube um vídeo e achei bom para uma reflexão. 




terça-feira, 21 de junho de 2016

Entendendo um pouco mais sobre LIBRAS

Como eu já havia percebido há anos atrás LIBRAS é uma linguagem importante para podermos ter uma comunicação direta e entender a pessoa surda. E para o surdo ser alfabetizado em LIBRAS, sendo sua língua materna é essencial para o seu desenvolvimento.
Estudando os artigos “2. Surdos Movimento e Cultura” de “Bianca Ribeiro Pontin e Emiliana Faria Rosa”, disponível no link a seguir: Surdos_movimento_cultura.pdf com a leitura percebi que o “surdo” faz parte de uma comunidade e que eles desde pequenos aprendem mais entre seus pares, por isso, a importância de se ter escolas bilíngues, onde serão recebidos por pessoas que entendem o que estão sentindo, aprendem com a linguagem dos sinais e visualmente. Já nas escolas regulares junto de alunos ouvintes podem se sentir inferiores, pois a comunicação é mínima ou nenhum uma, pois poucos ouvintes sabem a linguagem dos sinais, e outros por ignorância debocham e fazem chacota deles. Todo ser humano precisa construir seu espaço, uma identidade, e a pessoa só consegue isso quando esta junto dos seus pares, surdo-surdo. E nas escolas bilíngues eles vão ver que existe muitas pessoas surdas iguais a eles, e professores, isso quando o surdo nasce em família de ouvintes e que são leigos no assunto e quando descobre a falta de audição nos filhos eles basicamente ficam sem saber o que fazer.
A história do movimento dos surdos vem sendo abordada desde o Séc. XVI com pequenos avanços de algumas pessoas preocupadas em ensinar aos surdos com gestos ‘sinais’. Em 1880 no Congresso Internacional de Milão, Jacob Valade Gabel, professor do Instituto de Paris, apresenta um método de educação visando a eliminar os gestos e as Línguas de Sinais. Com isso houve um verdadeiro retardo no aprendizado das crianças. Encontrado na página 7 do artigo citado acima.
Com isso, usaram vários métodos para alfabetizar as crianças e adultos, um deles era a oralidade e a repetição, onde esses não faziam sentido nenhum para as crianças. Eles não entendiam o que saia da sua boca, mas ficavam repetindo. Muitas pessoas pensavam, ou ainda pensam que ter nascido surdo vai ter alguma solução e acabam sacrificando seus filhos, sendo a o mais simples é buscar por uma educação para a criança e também para os pais ou responsáveis por ela.
A comunidade surda lutou e continua lutando para terem uma escola bilíngue onde todos os surdos poderão aprender a sua língua materna, hoje encontramos poucas, mas se o ministério da educação entender o diferencial existente vai abrir mais escola bilíngue e também vai incluir LIBRAS para os ouvintes. Com isso todos nós poderemos nos comunicar, sem ter distinção, sem preconceito. Hoje entendo a dificuldade que essa comunidade passou e muitas vezes ainda passa, por isso, temos que nos conscientizar de que somos iguais com nossas especificidades, e temos que sim dar as mãos pelos direitos de todos de ter uma educação pública e de qualidade. Com educadores qualificados e que tenham sempre cursos de aperfeiçoamento, que tenham suporte para poderem atuar em todas as áreas que forem buscar um emprego. Valorizando a educação, os educadores e os alunos teriam uma gama menor de indivíduos marginalizados no submundo das drogas e outras vias.

domingo, 22 de maio de 2016

LIBRAS

    Logo que terminei o magistério em 2005 fui à busca do curso de LIBRAS que fiquei sabendo que era ofertado na antiga ETCOM[1] da UFRGS. Chegando lá não havia mais inscrições, então me encantei pelos cursos técnicos gratuitos e de qualidade. Comprei uma prova anterior para saber como era, e fui fazer um curso pré-vestibular popular, Zumbi dos Palmares em Viamão, isso em 2006, não passei no vestibular e muito menos para ingresso do curso técnico. E o de LIBRAS não havia ainda previsão para ter nova turma. 
Repeti o pré-vestibular em 2007, e no final do ano fiz prova de seleção para curso Técnico em Secretariado, para meu espanto passei, mas não atingi a média para conseguir entrar para fazer o curso superior, que naquela época almejava Licenciatura em Matemática.
 Em 2008 estava cursando o Técnico em Secretariado e esperando para que abrisse o curso que tanto queria fazer, LIBRAS. Terminei o curso técnico e iniciei Licenciatura em Ciências da Natureza com habilitação em Biologia e Química, um curso complexo, onde me deparei com minhas dificuldades nas exatas. Logo começou o PARFOR onde era um curso de Licenciatura em Pedagogia voltado para as professores da rede pública que não tinha ainda habilitação na área em que estavam atuando. Dentro da matriz curricular desse curso tinha um semestre de LIBRAS onde pensei mesmo que fosse somente para aprender sem certificação, um básico. Mas minha com agenda sempre lotada não havia possibilidades de participar, pois as aulas eram no mesmo horário em que tinha uma bolsa de monitoria no ensino.
E hoje cursando Pedagogia vou ter meu aprendizado em LIBRAS, ontem foi nossa primeira aula e fiquei muito nervosa, pois confirmei o que já sabia pensava é uma linguagem linda, mas achei um pouco difícil. Para mim vai ser um verdadeiro desafio conseguir aprender a me comunicar através dessa linguagem, mas nada nessa vida é impossível. Terei que ter muita dedicação, paciência comigo mesmo, estudar e treinar muito. Esse desafio vai ser muito bom e importante, pois temos que saber nos comunicar em diversos idiomas e em LIBRAS também. 
Então o que espero de mim quanto à interdisciplina de LIBRAS que consiga entender, aprender e repassar esse conhecimento. Por que hoje com a inclusão social um professor não basta somente sabermos o básico, ele deve sempre buscar inovar, e renovar seus conhecimentos para melhor interagir com seus alunos ajudando ele a se integrar da turma e não ficar de lado dentro da sala de aula.
Disponével em: http://www.unifal-mg.edu.br/acessibilidade/libras-em-acao Acesso em: 22/05/2016





[1] Escola Técnica do Comércio;