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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O melhor é termos os alunos com laudo ou sem laudo?

A questão que estamos hoje estudando é bem delicada, se trata das crianças que não possuem laudo médico que podem ingressar na educação básica, e se tratando de criança esse assunto  sempre mexe muito comigo, pois como professora não podemos negar o acesso a educação, e temos que trabalhar com toda a diversidade e com a inclusão, onde para os adultos é muito mais difícil de aceitar, e nossos alunos são mais abertos ao novo do que a gente. Mas nós educadores temos que sim ter a sensibilidade de trabalhar com a inclusão não de uma criança em especial, mas com todos os alunos com suas especificidades, pois somos diferentes uns dos outros, por isso, necessitamos ao mesmo tempo de atendimento diferenciado e comum ao todo.  E para isso ser aceito dentro das escolas e acabar um pouco com a burocracia politica e social existente foi criada uma "Nota Técnica" que assegura o direito de toda criança deve ser aceita e matriculada na educação regular do ensino público, mesmo sem laudo médico.
Falando como educadora vejo que o laudo seja necessário para podermos saber um pouco mais do CID da criança para poder melhor ajudar, estudar, pesquisar a melhor forma de atender meu aluno dentro da aula. Fazendo atividades diferenciadas para que ele consiga avançar no seu desenvolvimento intelectual, e junto aos demais alunos fazer uma inclusão verdadeira.  Logo abaixo trago uma parte da nota técnica elaborada e onde dá aporte para todos os pais e educadores se guiarem quando necessitarem:

E depois da NOTA TÉCNICA Nº 04 / 2014 / MEC / SECADI / DPEE a inclusão de pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em escolas comuns de ensino regular ampara-se na Constituição Federal/88 que define em seu artigo 205 “a educação como direito de todos, dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, garantindo, no art. 208, o direito ao “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência”. Ainda em seu artigo 209, a Constituição Federal estabelece que: “O ensino é livre à iniciativa privada atendendo as seguintes condições: I - cumprimento das normas gerais da educação nacional; II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público”.

A escola não pode privar-se de matricular os alunos com essas especificidades de ensino, pois vai contra a Constituição Federal de 1988 e também à convenção que será trago uma pequena citação: 
 A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU 2006), promulgada no Brasil com status de Emenda Constitucional por meio do Decreto Legislativo nº. 186/2008 e Decreto Executivo n°6.949/2009, estabelece o compromisso dos Estados-Parte de assegurar às pessoas com deficiência um sistema educacional inclusivo (grifo eu) em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, compatível com a meta de inclusão plena, com a adoção de medidas para garantir que as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e possam ter acesso ao ensino de qualidade em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem.

Após ler esse documento, e olhando o vídeo do professor Carlos Skliar, que diz que a escola deve ser um lugar onde temos que deixar a criança ser criança, deixando ela livre para brincar, correr, pular, imaginar e que esse o papel que ela tem que desenvolver enquanto essa fase da idade, pois esse tempo não volta mais.
Pensar a infância como um tempo absolutamente único impossível de se repetir, haver a possibilidade de não “fazer nada produtivo, perder o tempo, usar o tempo para as coisas que vale a pena brincar, fazer amizade, ler, correr”, e que têm muito as crianças que precisam da escola, e somente na escola eles podem vivenciar essas experiências, porque não tem oportunidade de ter dentro da família, no bairro onde residem por causa da violência, do espaço. Pensando nesse contexto vivenciei isso na prática quando lecionei para alunos de oriundos de uma vila em Porto Alegre, onde essa vila mesmo possuindo uma linda pracinha e quadra de esportes para que as crianças pudessem se divertir, ali não era um local de paz e tranquilidade e dava a essas crianças um lugar pouco seguro, isso é deixar a criança ser feliz em sua plenitude, como Skliar fala, esse também é o papel da educação.
Uma escola inclusiva, democrática, sabe valorizar esses momentos com todas as crianças sendo as que possuem necessidades especiais ou não. Pois as crianças assim como nós somos distintos uns dos  outro, e por isso, temos que ter um olhar diferenciado da parte do educador, e que nem todos aprendem igual, o que já estamos a algum tempo estudando em outras interdisciplinas. Então quando a professora falou isso na aula de quarta-feira tive a certeza que em algum momento no cotidiano e nas práticas já fiz algo equivocado dentro da sala de aula, seja até mesmo na maneira de aplicar uma avaliação, ou num planejamento de aula, onde tenha pensado como a turma sendo homogênea, e sabemos que não existem turmas homogêneas.  
Segundo IMBERNÓN 2000, p. 11 (apud, GADOTTI, 2003 p. 25) [...] a educação do futuro deverá se aproximar mais dos “aspectos éticos, coletivos, comunicativos, comportamentais, emocionais... todos eles necessários para se alcançar uma educação democrática dos futuros cidadãos”. Após esses aprendizados que aos poucos vamos construindo e reconstruindo acredito que temos muito a mudar para melhor, deixando os velhos hábitos para trás e fazer sempre o melhor de nós para que eles se sintam capazes de querer aprender. E que mesmo que a gente pense que eles não conseguem aprender, não conseguem se desenvolver, se nós tivermos um pouco mais de sensibilidade vamos perceber que de alguma forma aquela criança nunca vai ser a mesma e que sim podemos fazer a diferença na vida delas e ela pode fazer a diferença na nossa vida.
Para deixar uma reflexão, segundo GADOTTI:

Há consenso quando se afirma que nossa profissão deve abandonar a concepção predominante no século XIX de mera transmissão do saber escolar. O professor não pode ser um mero executor do currículo oficial e a educação já não é mais propriedade da escola, mas de toda a comunidade. O professor, e a professora precisam assumir uma postura mais relacional, dialógica, cultural, contextual e comunitária. Durante muito tempo a formação do professor era baseada em “conteúdos objetivos”. Hoje o domínio dos conteúdos de um saber específico (científico e pedagógico) é considerado tão importante quanto às atitudes (conteúdos atitudinais ou procedimentais). (GADOTTI, 2003 p. 25)

Se em 2003 os pensadores da área da educação já falavam dessa forma, o que diremos de hoje? Sempre refletir em cima das nossas práticas, saber os nossos direitos e deveres e principalmente os direitos dos nossos alunos, e a cada dia fazer a diferença.

 Fontes:

GADOTTI, Moacyr. Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido / Moacir Gadotti. – Novo Hamburgo: Feevale, 2003. 80p. ; 21 cm. p. 25.

IMBERNÓN Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo, Cortez, 2000. P 11.

Nota Técnica 04/2014 do MEC/SECADI/DPEE.

SKLIAR, Carlos : O papel da escola, do professor e da educação inclusiva. UCS Conhecimento. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sFU02gs-MWk Acesso em: 06/10/2017 

domingo, 17 de setembro de 2017

Pensando um pouco mais sobre o assunto...

          Refletindo sobre a história das pessoas com necessidades especiais, onde resumi, é uma história de luta, de conquista e progresso que buscam por um ideal que se tivéssemos um mundo esclarecido não precisariam fazer todo esse movimento. O momento que todos nós acreditar e entender que todos somos iguais e que cada um tem sua limitação isso tudo muda. 
          Partindo do princípio que a vida de todos os seres  é importante, essa diversidade que hoje encontramos é um elemento para podermos elevar nosso patamar diante da realidade que encontramos. Inserir pessoas com necessidades especiais dentro da sociedade não estamos fazendo nenhum favor, ao contrário, nós que teríamos que agradecer por eles terem tanta paciência pela nossa ignorância de ser. E nós como educadoras temos um papel de suma importância dentro desse contexto, nenhuma criança nasce preconceituosa ela com tempo se torna, e trabalhar com essas crianças significa saber trabalhar com seus responsáveis. 
          Quando todos entenderem que é muito positivo sermos diferentes em nossas especificidades, tudo muda de figura, e imaginem que chato se fossemos todos iguais, não teria graça nenhuma viver seria ser um androide tudo igual, pensando igual e tudo mais. Aos poucos ir ajudando as crianças a construir uma ideologia nova de como proceder diante as diversidades da vida e do mundo, elas irão crescer com uma maneira nova de ser e agir, aceitando sem distinção tudo e todas as pessoas. 
Então fica a dica para todos refletirem diante o novo, o diferente e se ficarmos em frente a um espelho nos analisando vamos nos surpreender, pois até nossa face difere um lado do outro.

História das pessoas com deficiências dos primórdios tempos aos dias atuais

A interdisciplina traz um panorama histórico e cultural de como eram vistos e tratadas às pessoas com algum tipo de deficiência desde a antiguidade à contemporaneidade, nesse contexto na década de 70 começaram os movimentos para terem seus direitos como cidadãos que são aprender a fazer a inclusão das crianças dentro das nossas aulas e fazer a integração entre elas, ensinando todos a terem respeito pelas diferenças. Interagir com nossos alunos diante as diversidades, pois olhando bem todos possuímos algum tipo de deficiência. Durante a leitura do texto foi triste saber como eram tratadas essas pessoas, e como era a realidade delas. Sorte nossa que a humanidade tem evoluído a cada dia deixando toda aquela maldade para trás, e tendo pensamentos e conhecimento para poder melhorar a cada dia a vida das pessoas que possuem algum tipo de necessidade de educação especial, e que são como nós possuindo sentimentos.
O vídeo do documentário que as pessoas contam como começou o movimento das pessoas com necessidades especiais, o que me chamou atenção foi que os portadores de deficiências começaram a se comunicar, e mesmo longe uns dos outros buscavam pelos mesmos objetivos.  O texto foi esclarecedor, e consegui recordar de alguns filmes que mostram bem certos acontecimentos que RODRIGUES cita em seu texto. Trago o exemplo do filme, “Corcunda de Notre Drame”, que virou desenho infantil, onde a criança com um defeito na aparência fora deixado na igreja e criado pelo padre. Segundo (RODRIGUES, 2008 P. 1) [...] Em Esparta e Atenas, crianças com deficiências física, sensorial e mental eram consideradas subumanas, o que legitimava sua eliminação e abandono. [...] Aristóteles e Platão admitiam essa prática, coerente com a visão de equilíbrio demográfico, aristocrático e elitista, principalmente quando a pessoa com deficiência fosse dependente economicamente. Dessa maneira não sentiam remorso pelos seus atos e pararmos par apensar existe quase nada relatado sobre isso naquela época. Já na Idade Média com a difusão do cristianismo essas crianças receberam alma, então [...] “Nicolau, Bispo de Myra, que nos anos 300 d. C. acolhia crianças e pessoas com deficiência abandonadas”. Apareceram pinturas com anjos com rosto aparentando síndrome de Down. Mas ainda tinha pessoas que pensavam que os deficientes eram demônios como Martin Lutero. Saber isso me deixou profundamente decepcionada, pois pouco sei de Lutero, mas acreditava que ele era um grande homem, e com isso vejo que sei nada da história.
Retirei do vídeo algumas falas que achei importante, somente para não esquecer. Poderá ter alguma falha, mas foi muito importante saber de toda luta e história de pessoas que são como nós, a única coisa que difere é o que nós ditos “normais” ainda temos que melhorar para poder romper as barreiras e viver num mundo com igualdades sociais, de gênero, de classe e tudo mais que esqueci.
Até 1979 os deficiêntes eram invisíveis para sociedade e as pessoas viviam institucionalizadas, ou enclausuradas no ambito familiar. Inicio do movimento com pessoas com deficiencia.
Compreendiam que os PNEs eram merecedores de caridade e não de cidadania. Em sua luta buscam por cidadania e respeito. A ignorancia das pessoas acharem com deficiencia não tinham historia.
XIX – 1854 Construido o Instituto Benjamim Constante “meninos egos no Brasil” surdos e cegos. Assim iniciou o porocesso das pessoas na sociedade. 
José Alvares de Azevedo o professor Adilson trouxe o Braile começaram a ter educação formal.
XIX – 1956 Instituto Nacional de Educação dos Surdos.
A sociedade acreditava que surdo não tinha capacidade de aprender, e passavam para uma instituição.
XX – 1932 Instituto Educação de Pessoas com deficiente intelectual. “Pestalozzi”
1954 – 1ª APAEs da Gaunabara
1950 – Surto de polio e surgimento dos institutos de reabilitação.
Crença nos médicos, queriam escamotiar a deficeência.
1970 – Inicio dos movimentos negros, mulheres, deficientes, homossexuais, que buscam por seus direitos e respeito.
1979 – Criação da Pró Federação Nacionla de Entidades de pessoas com deficiencia elaborada com objetivo de organizar em nível nacional encontro.
1980 - 1º Encontro Nacional de Entidades com Deficientes no Brasil. Foi um encontro épico, pois se comunicaram através de cartas, telefonemas onde muitas vezes no meio da conversa a ligação caia. Mesmo assim foram muitas pessoas, muitos representantes de todo Brasil. Na época não existia rampas de acesso e nenhuma acessibilidade muitos não tinham como ficar em hotéis então ficaram em quarteis e qualquer lugar que lhes oferecessem hospedagem.
Nesse encontro poderam perceber que mesmo não se comunicando, as pessoas dos quatro cantos do país defendiam pelos mesmo direitos, os discursos eram muito parecidos, e poderam perceber o quanto tinham que se juntar para conseguir atingir o objetivo proposto.
1981 – 1º Congresso Brasileiro de Pessoas Deficientes.
2º Encontro Nacional de Entidades de Pessoas com Deficiencia em Recife.
A ONU diz que esse é o  Ano Internacional das Pessoas Deficientes, foi a primeira vez que deram visibilidade a essas pessoas, e que a “ONU” inclui o termo “pessoas” no mundo todo esse ano foi um marco importante deixando de serem visco com um olhar assistencialista. Esse encontro aconteceu em Brasilia. As “pessoas com deficiencias” eram chamadas de invalidos, incapacitados.
Formou-se a Comissão Internacional dasPessoas com Defieciencia tendo José Gome Branco como representante.
1983 – 3º Encontro Nacional das Pessoas Deficientes em São Bernardo do Campo.
AMA – Associação dos Amigos do Autismo.
1987/1988 – Assembléia Constituinte abriram uma brexa para sociedade montar a inclusão dos interpretes.
1986 – Criação do CORDE – Coordenadoria Nacional para Integração de Pessoa Portadora de Deficiencia.
OBS.: Filosofia importante que todos os ministérios tivessem uma capacidade interna, saúde, educação e trabalho.
1990 –
1999 – Criação do CONADE (Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Portadora de Deficiencia. Criado pensando numa representatividade legitimada da sociedade, e participação da sociedade cívil para representação. Haver um conselho entre os deficientes para lidar com suas partcularidsades.
2006/2008 – 1ª e 2ª Conferencia Nacioanis dos diretos das pessoas deficientes foi um marco.
Conquistas e Desafios do Século XXI
Equiparação de oportunidades e querem os direitos, não previlégios:
Mercado de trabalho – inclusão ele tem prazer em ser útil e trabalhar. As empresas devem se preparar para receber e fazer a inclusão.
Inclusão: Alcançar o patamar, onde a sociedade deve mudar, derrubando barreiras e preconceitos, mudar os obstáculos, mudar o sistemas, para qualquer pessoa e não somente para fazer o deficiente. Mudar os conceitos.
Inclusão começa na família segue na escola, trabalho, naõ podemos regeitá-los muito menos discriminar.
Acessibilidade em todos os ambientes da cidade.
LIBRAS – linguagem oficial do surdo.
BRAILE – saber ler e usar corretamente a linguagem culta.
Vida independente, por mais que eles necessitam de apoio é importante que tenham independencia para fazer suas atividades, é um direito de todo ser humano.
Perspectivas – mudança da sociedade olhar as pessoas com deficiencias. Ainda não esta bom tem que melhorar muito. A evolução cultural deverá ser desenvolvida para romper com a maioria dos preconceitos.

Fontes:

Texto retirado de:
Rodrigues, Olga Maria Piazentin Rolim. Educação especial: história, etiologia, conceitos e legislação vigente / Olga Maria Piazentim Rolim Rodrigues, Elisandra André Maranhe. In: Práticas em educação especial e inclusiva na área da deficiência mental / Vera Lúcia Messias Fialho Capellini (org.). – Bauru: MEC/FC/SEE, 2008.

Documentário: História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil. Disponível em:

Para quem tem acesso no moodle segue o link: https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=46344