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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Teia de aprendizagens


Foi bem interessante realizar a dinâmica da Rede de Aprendizagens, e hoje depois de muito tempo consegui compreender que o objetivo era mostrar que todas nós de certa forma fazemos parte da construção da aprendizagem uma das outras. Pois na vivencia mesmo sendo em EAD tivemos muitos encontros presenciais, e encontros virtuais diários, em vários ambientes virtuais, até mesmo pelo Faceboock , chat do gmail, Wathasap, pouco deixei recado nas mensagem do Moodle, mas nos comunicamos para resolver dúvidas, fazer questionamentos, para pedir apoio psicológico, em fim foram muitas comunicações, uma rede de aprendizagem. Tem colegas que conversei online e que presencialmente somente boa noite, tudo bem corrido, mas tudo funciona.
E para finalizar o que é um pensamento dogmático e um pensamento crítico fui ao dicionário para ter a plena certeza que compreendi ambos.
O PEAD abriu muito minha mente, consegui reconstruir meus pensamentos críticos pouco construtivos sobre faculdades em EAD.

Retrato da Escola


Nessa postagem voltei em 2014 quando lecionei pela primeira vez como regente, para mim foi bem difícil vivenciar numa comunidade escolar totalmente carente financeiramente e afetivamente. Meus alunos vinham 80% de famílias desestruturadas, sendo criados a Deus dará popularmente falando. A escola era um local onde tinham um pouco de segurança, amor, alimento e tudo que uma criança precisa aprender em casa eles aprendiam com os professores. A escola como estrutura física era muito debilitada como a maior parte das escolas da rede pública, mas mesmo assim era bem melhor que seus lares.
Foi nessa escola que nasceu minha vontade de compreender como a criança aprende, e que resolvi sair da Licenciatura em Ciências da Natureza, com habilitação em Biologia e Química, para fazer o PEAD.
A gestão escolar, os professores, e os funcionários não acreditavam nos alunos que ali frequentavam, então escutei em uma das reuniões pedagógicas que com aqueles alunos não precisávamos nos esmerar nos planejamentos e nos ensinamentos, pois poucos chegaram no final da educação básica. E os demais seguiram as profissões dos seus pais, que eram papeleiros, profissionais do sexo, e até mesmo traficantes. Palavras absurdamente intensas, que jamais pensei escutar sair da boca de quem estava ali para acreditar que a educação um dia fará a diferença.
Além de observar isso atentamente, observei que muitos de nós professores vemos somente o feio, estragado, ruim, triste, e não conseguimos ver nos olhos daquelas crianças que não pediram para nascerem naquela situação, alunos com olhos sedentos de amor, afetos, fome, de aprender, e de ver que alguém consiga acreditar neles, pois em casa poucos possuem adultos para se espelharem e acreditar que estudando podem sair da situação em que se encontram.
Acho que uma atividade legal de se fazer com os alunos era mostrar o histórico da escola, como ela era no início, e os alunos que lá se formaram, e que os alunos que foram importante para a sociedade Porto alegrense, assim instigando os alunos de hoje querer fazer diferente, estudar, aprender e conseguir ter um índice positivo de aprendizagem. Como foi importante essa atividade, mesmo realizando ela depois que não estava mais na escola trabalhando, com ela pude observar o quanto um professor pode errar com seus alunos tendo pensamentos preconceituosos e discriminatórios.
Um dia a diretora me chamou atenção e me questionou: “Andreia como faz para teus alunos vir numa tarde chuvosa, e fria, tua turma está sempre cheia? Respondi: Faltam três alunos”. Ela sorriu me abraçou e seguiu para direção, e assim foi todo o ano letivo. Naquele momento que ela disse, não entendi o seu questionamento, hoje lembrando, de tudo novamente, veio essa memória, amei aquela turma de quarto ano, alunos complicados, brigões, revoltados, digamos que um tanto mal educados, pois adoravam dizer palavrões na escola, mesmo eles sendo assim aprendi a amar cada um deles e entender tudo que diziam, e na maneira de olhar.  Nesse ano letivo nunca faltei, e nunca os tratei diferente, abraçava a todos, e os que vinham me cumprimentar fazia igualmente. Nunca passei a mão por cima de nenhum deles, sempre fiz com que se sentissem iguais e que todos tinham chance de aprender. Os respeitava em suas particularidades e para conversar com eles e chamar atenção chamava e conversava no corredor, sem os deixar envergonhados sem expor diante da classe, e assim eles também faziam comigo me chamavam para conversar sobre qualquer assunto também no corredor. Cobrava tema, atividades que era para realizar em casa, mas com tempo fui percebendo que muitos deles não tinham o suporte familiar para ajudar eles em casa, daí dava uma folhinha ou um tema mais fácil.
Assim fomos construindo um laço de cumplicidade a turma e eu. Nesse ano nasceu a professora Andréia, e mesmo antes do PEAD, sempre revia meu dia numa reflexão de como melhorar, ou continuar o que deu certo.
Sinto saudades dessa turma, e gostaria imensamente de revê-los, hoje são adolescentes muitos indo para o nono ano, às vezes falo com a secretária da escola a única funcionária que permanece na escola, ela diz que estão bem, alguns ótimos, outros saíram, e uns repetindo e recuperando.
Essa escola faltava um pouco de bom olhar dos professores, funcionários e gestores, formular projetos e tentar melhorar a escola. Fazer a comunidade se sentir parte da escola, acho que faltou isso para deixá-la melhor. Ser menos impessoal, e deixar o preconceito e a discriminação de lado e pensar nos alunos.
Por isso, em novas escolas que entro para fazer qualquer atividade peço para dar uma lida no PPP da escola, e depois dessa atividade sempre procuro olhar a escola nos detalhes, procuro escutar os alunos e ler as entre linhas isso que vai me mostrar a verdadeira identidade escolar.

Tentando postar...

Essa foi minha primeira postagem em casa, mexendo e verificando se tudo iria dar certo. Como foi o SI foi a primeira interdisciplina que tivemos, acredito que tenha ficado dentro dela, mas hoje verificando e compreendendo melhor sobre as postagens o marcador dela ficou igual o título.
Em resposta a essa postagem recebi algumas respostas de colegas que nem conhecia muito bem, e como sou um tanto carente de afeto me senti muito feliz em saber que pessoas que mal me conheciam estariam dispostas a me ajudar.
Quanto a minha pergunta do título “será que vou dar conta?” Respondo hoje que sim, a tecnologia é uma ferramenta que veio para nos auxiliar e melhorar nossas aulas, e nossa vida. Mas temos que ter muito cuidado e foco, pois com tantos aplicativos onde de muitas formas me ajudaram, esses mesmos me distraíram muito em momentos que tinha que ter 100% de atenção voltada para meus estudos e leituras.
Usar toda a tecnologia que a escola dispõe, e fazer com que os gestores compreendam que isso faz parte do cotidiano de todos os alunos atualmente fora da instituição, para isso tem que ter uma boa fundamentação teórica onde facilitará atingir nossos objetivos.
Montar textos interativos como fizemos em muitas vezes em algumas interdisciplinas no Google Docs, fazer vídeos sobre os conteúdos, fazer jogos online onde os alunos possam jogar de suas casas em dado horário, claro o professor deverá estar em uma interface para ir dando suporte necessário.
Claro tenho ainda muito para aprender dentro da tecnologia, informatização, mas percebi que quando a gente quer tudo fica mais fácil de fazer e ajudar os alunos a construir o seu conhecimento.

Reflexões sobre: Criando um blog de aprendizagens...


Hoje buscando as postagens para realizar as atividades da interdisciplina do seminário integrador fiquei bem emocionada em reler algumas postagens e refletir sobre o que estava pensando no início do curso. Evoluí um pouco no transcorrer do curso, sim temos que evoluir isso que esperamos, e escutando a música escolhida para ilustrar aquele momento vejo que foi pontual, pois o “tempo voa” como diz o refrão da melodia, e aqui estou no oitavo semestre.
Minha caminhada esta sendo bonita, apesar dos altos e baixos, de muitas vezes achar que não conseguirei, mas surgem os anjos em forma de colegas, tutores, professores. E uns familiares que criticam pelo motivo de querer estudar, outros dizem o que tanto estuda? Depois de tanto ser questionada e criticada esses da forma que me abordaram também me ajudaram a não desistir do meu propósito. 
Diante as dificuldades encontradas onde citei no texto referência, digo que a minha disciplina e organização tem que melhorar muito ainda. As ferramentas digitais muitas reaprendidas, outras construídas com o tempo no PEAD, consegui compreender e usar sem muito trabalho, as vezes encontramos uns entraves, mas nada muito sério.
Claro segui conselhos de uma pessoa que amo muito, e eu o declaro autodidata, porque ele aprendeu tudo sobre informática lendo, pesquisando, comprando computadores velhos para estudar a estrutura dos aparelhos, e posso dizer que ele é um crânio e seu conselho é mexer, montar, desmontar e não ter medo do novo, pois se a gente não tem desafios a vida fica sem graça, essa pessoa o qual citei é meu querido padrasto, que me conhece desde um ano de idade. E ainda acrescentou: “tu era bem mais curiosa e não tinha medo de nada” agora vais ter medo da tecnologia?
Assim deixei o medo do novo ir evaporando das minhas ideias, e fui olhando os tutoriais, e outros vídeos no Youtube que me ajudaram a compreender melhor. Claro solicitei muito mesmo os tutores, principalmente o da interdisciplina do Seminário Integrador.
Pensei muitas vezes ao longo do curso em desistir, pois depois que entrei no PEAD fiquei sem emprego e isso dificultou muito para eu conseguir colocar em prática tudo que aprendemos, pois esse curso tem todo um diferencial. Mesmo com o pouco tempo de docência muitas vezes me remeti ao passado quando estava ministrando as aulas e assim realizando as reflexões necessárias. Meu pensamento que fez eu ficar e continuar sonhando com essa graduação é pelo meus avós, principalmente pelo meu avô que era analfabeto e sempre mandou eu estudar muito, e dizia quem não estuda fica sendo chofer de fogão, ou seja, cozinheira, lavadeira e outras atividades que muito exerci para poder ajudar no orçamento da minha casa, junto a meu marido que sempre ganhou muito pouco e tem uma preguiça enorme em terminar o curso superior que entrou muito antes que eu.
Hoje penso que meu maior sonho é claro me concluir essa caminhada com minha certificação em Licenciatura em Pedagogia, e logo ter uma turma para chamar de minha, para conseguir voltar nas etapas do PEAD para colocar as aprendizagens na prática e refletir sobre e escrever elas, mesmo não estando mais cursando tais interdisciplinas. Sei que fui um pouco relapsa e meio desinteressada, no entanto, acredito que também seja um aprendizado que levarei e com isso posso também ajudar aqueles alunos que se acham meio fracassados. Segundo Freire:

 A prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer. Por isso, é fundamental que, na prática da formação docente, o aprendiz de educador assuma que o indispensável pensar certo não é presente dos deuses nem se acha nos guias de professores que iluminados intelectuais escrevem desde o centro do poder, mas, pelo contrário, o pensar certo que supera o ingênuo tem que ser produzido pelo próprio aprendiz em comunhão com o professor formador. (FREIRE, 1996. p. 22)

Saber usar as critica de modo construtivo e ensinar nossos alunos ser assim, isso será bem mais fácil ao logo dos anos para ele. Muitos alunos pensam que ao receber uma crítica do professor/educador, não gosta dele, ou algo assim. Mostrar que podemos crescer diante das críticas isso fará a diferença no futuro dessa criança. Mas temos que cuidar para não criticar somente com intenção de julgar ou mostrar como o aluno está errado, mas trazendo algo para que reformule e edifique seu posicionamento diante da situação referida.