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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Uma palestra edificante sobre educação

Na atividade final da interdisciplina  Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica fiz uma  pesquisa sobre experiências escolares alternativas.  buscando mais informações a respeito sobre "Projeto Âncora" me deparei num seminário que o palestrante era o professor José Pacheco (Brasil e Portugal), no "6º Seminário Prazer em Ler", digo uma ótima palestra para qualquer educador rever e refletir sobre sua maneira de "dar aula", que na fala do professor José é a pior coisa que um professor faz, durante a palestra ele explica o motivo. 
Vale a pena conferir, apesar de ser meio longa, mas bem esclarecedora.



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Pensando ainda em alfabetização...

          Interessante quando a gente se interessa por um determinado assunto encontramos e vamos tendo mais curiosidades sobre ele, e instigando cada vez mais a vontade de estar diante de uma turma repassando e observando tudo que vamos aprendendo nas teorias. Emília Ferreiro com suas pesquisas realmente fizeram a diferença dentro da educação. Tendo agora essa compreensão buscarei aprofundar esses meus estudos que estão somente querendo engatinhar.
          E assim vejo o quanto é importante saber ler, escrever e compreender o que está escrito, conseguindo interpretar o que leu. Muitos educadores ainda hoje se deparam com com idade avançada, em níveis onde já deveriam de entender toda essa questão de leitura e escrita. Como podemos ajudar esse aluno? Com isso procurando entender melhor encontrei um canal no youtube com diversas reportagens onde podemos ver como podemos ajudar esse nosso aluno, não deixando ele seguir para outra série sem saber ler, escrever e interpretar. 
          Se tiverem um tempinho são pequenas reportagens que trazem um apanhado de tudo que estudamos durante o semestre. Olhando uns consegui perceber o quanto somos importantes dentro da escola, e o quanto um ambiente alfabetizador tem de significado para nossos pequenos.


         

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Além da sala de aula

Indico esse filme, pois quando o vi pela primeira vez me trouxe muito o que muitos professores passam aqui mesmo na grande Porto Alegre. Um pouco triste em saber que é assim mesmo o que somos para o governo um número, e no período eleitoral também não passamos de um mero número. Vi nesse filme eu querendo mudar o mundo, e ao mesmo tempo querendo desistir, somente não desisto para não fazer feio para meus filhos, para que eles não deixem de sonhar e lutar pelos seus sonhos.
E quando começamos estudar os conceitos de Freud, nesse filme perfeitamente conseguimos observar vários deles tanto nos alunos quanto na professora. Um deles que é fundamental para que nosso aluno consiga aprender é o da transferência e contratransferência que é a relação aluno-professor-aluno.  
Também lembrando da interdisciplina fundamentos da Alfabetização, a escola era somente uma sala, suja, com rato saindo do assoalho, e não parecia com uma sala de aula. Ela com ajuda dos moradores do local transformaram a sala de aula em um ambiente alfabetizador, isso tirando dinheiro do seu bolso, e ai me visualizei, que quando tinha alguma atividade diferente comprava com meu dinheiro, mesmo sendo pouco, mas pra ver aquelas carinhas felizes pagava e enchia meu coração de alegria.
Também trás a vontade dela ensinar em uma que tinha alunos de primeiro ao sexto ano. Ela diz que estava preparada para ensinar, mas não para aquele tipo de realidade, e quantas de nós se prepara e quando chega na escola encontra uma realidade totalmente diferente do que sonhava.
Complicado! Mas deixo minha dica para que vocês consigam analisar esse filme, que em particular mexeu muito comigo.





Pensando no ambiente alfabetizador...

Uma citação referente à alfabetização com a qual me identifiquei foi bem no primeiro dia de aula que a professora levou aqueles exercícios para fazermos, me senti como os alunos se sentem quando se deparam com algo que não sabem fazer. Trazem para aula seus conhecimentos prévios e usam o que sabem para poder identificar ou tentar fazer a atividade, e quando não conseguem ficam dispersos e não dão atenção para a atividade, foi assim que aconteceu comigo. Mas logo perguntando para as colegas fui me situando e entendi e fiz a atividade. Então posso dizer que aprendi muito com essa interdisciplina e consegui relatar parte da minha alfabetização que nunca tinha falado para ninguém. Com todo aprendizado e com as leituras dos artigos hoje me sinto bem mais confiante, se tiver que lecionar para um jardim ou para um primeiro ano, todo aquele medo e insegurança agora é coisa do passado. Entendo que tenho que estudar muito ainda, mas agora estou começando a me sentir mais professora. 
Algo bem interessante que vimos é que temos que acreditar em nós e que possamos ensinar, e também acreditar que nossos alunos conseguem aprender. Jamais esquecer que somos diferentes, por isso cada indivíduo tem seu próprio tempo de aprender. Um dos nossos objetivos é nunca deixar que o aluno perca o entusiasmo em aprender,  não deixar ele perder a curiosidade, pois essa é fundamental para todos seres humanos na busca do novo e como esse novo se constitui. Assim o educando não se sentirá angustiado, oprimido e sem vontade de ir para escola, ao contrário, ele saberá que lá poderá questionar investigar e colocar em prática muitas atividades onde será auxiliado pela professora.  
 Outra coisa bem importante que nos diz muito é sobre o ambiente alfabetizador, esse deve ser um "santuário do querer aprender", não estou desvalorizando outros ambiente que também aprendemos e ensinamos, mas a sala de aula de todo dia deve ter uma organização, ser limpa, sem poeira, com materiais que os alunos possam pegar, rasgar, imagens, quadro branco ou verde  para escrever com canetas coloridas ou giz colorido, alfabeto exposto na parede onde eles possam observar. Ter alfabeto móvel onde podem tocar nas letras, essas letras devem ser confeccionados de vários tipos de materiais, importante o aluno sentir a textura, nessa fase eles adoram olhar com as mãos. Fazer muitos trabalhos manuais e nunca se esquecer das atividades corporais, eles tem muita energia e que devem ser liberadas diariamente para uma melhor concentração na sala de aula. Na sala devemos ter jogos didáticos, fazer brincadeiras, leituras, dinâmicas onde eles se sintam a vontade em participar. Expor as atividades para que uns possam olhar as dos outros, e os que fizeram podem falar sobre seus desenhos e obras de artes.

Agora o que tenho que realmente me aprofundar é nas pesquisas realizadas pela Emília Ferreiro e sobre as teorias de Piaget. Como já havia falado um bom educador nunca para de pesquisar e estudar.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Refletindo sobre primeiros anos dentro da escola

Fazendo as atividades dessa interdisciplina, faz com que aflorem antigos questionamentos sobre alguns  relatos de amigas, pais de alunos, e até mesmo de algumas colegas que exercem  a profissão há mais tempo que eu. Por qual motivo ao entrarem na escola os alunos logo perdem o interesse pela mesma? O que estamos proporcionando para essas crianças continuarem gostando do ambiente alfabetizador, da escola, do professor e que a cada dia queira voltar espontaneamente?  
Uma vez escutei de um professor que "temos que todos os dias conquistar nosso aluno", fazendo  com que sinta prazer em estar naquele lugar, e ficar aberto para construir seu conhecimento através das trocas diárias entre seus pares e com os educadores. Parece simples, mas não é!
Educadores do jardim e das séries iniciais devem estar cientes que esse primeiro nível de aprendizagem, interação com colegas é a estrutura para as demais séries. Aqui na educação infantil e nas séries iniciais podemos desencadear uma verdadeira explosão de sentimentos positivos ou negativos  a respeito do é aprender, e o que eles vão sentir a respeito da escola.
Complicada e muito importante nosso papel diante dos novos integrantes da escola. Nessa fase não podemos deixar eles perderem os sonhos, as fantasias e suas ilusões. A instituição disciplina e vai moldando esse futuro cidadão.
O professor tem que observar como esse aluno é constituído e como ele adquire seus conhecimentos. O aluno somente vai construir o seu conhecimento em cima das suas práticas e esse aprendizado deve ter significado, se não logo perderá a vontade de aprender. sempre fazer de sua práticas algo que esteja dentro do contexto de suas necessidades e lincando com seu cotidiano. Toda essa prática deverá tem logica com a vida do aluno para ter um significo mais importante.

"Não podemos  podar a criatividade dos educandos... precisamos dar liberdade para poder construir o aprendizado de forma significativa"




segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Mapa Conceitual de Emília Ferreiro


        A partir de alguns estudos na interdisciplina Fundamentos da Alfabetização sobre Emília Ferreiro tentei montar meu primeiro mapa conceitual. 
           Tenho que aperfeiçoar a técnica e os conceitos. Assim como as crianças vão aprendendo aos poucos nós também.





domingo, 27 de setembro de 2015

Refletindo sobre alfabetização segundo Emilia Ferreiro

Lendo os artigos e olhando os vídeos da interdisciplina sobre alfabetização com Emília
Ferreiro, olhei um vídeo que aborda as Reflexões sobre Alfabetização - Emilia Ferreiro. Gostei e fiquei mais curiosa para estudar mais sobre suas pesquisas.
Segue o vídeo:



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Refletindo sobre a primeira aula...

A importância do olhar do professor!


Primeira aula da interdisciplina Fundamentos da Alfabetização foi bem instigante, a professora trouxe atividades que estavam escritas em outra língua, e como nossos alunos conseguimos analisar alguns códigos que sabíamos que já havíamos visto em outros lugares. Então aos poucos com a ajuda da professora fomos conseguindo visualizar e fazer as atividades propostas. 
Na pele senti o que meu aluno que ainda não sabe ler ou aquele que esta quase aprendendo. No nosso caso somos professoras adultas, e mesmo assim sofri uma inquietação enorme, em um momento senti que não ia conseguir decifrar a leitura daquela escrita diferente, e quando entendi como fazer, foi um alívio enorme, imagino que eles muitas vezes se sentiram ou sentem dessa forma. Por isso temos que ter paciência, carinho e ter muita atenção quando estamos lhes mostrando coisas novas. E com essas atividades da professora compreendi que não adianta muito a colega falar, nós temos que elaborar toda a situação dentro de nós.
A outra atividade que julgo boa de postar aqui foi o relembrar como foi minha alfabetização que não foi tranquila, devido a isso muitas vezes acabo fugindo de trabalhar com os pequenos que estão nessa fase. Esperem que gostem da minha história e deixem seus comentários! 

Minha experiência e inquietação no início da alfabetização


Como toda criança que é criada sozinha sem outras crianças querem logo entrar na escola com sonho de fazer amizades, aprender a ler, desenhar, pintar, levar lanches, enfim ir para um mundo novo. Eu não era diferente, da minha casa, na janela do meu quarto avista de longe a escola que um dia ia frequentar, e às vezes dependendo da direção do vento escutava a sineta.
Todos os dias quando via as crianças passando com suas pastas e uniformes indo para a escola, não via a hora de também ir também. Então chegou o grande dia, minha avó mandou fazer todo meu uniforme na costureira me achei bonita com o uniforme. Fui para a escola e minha turma era boa com muitas crianças para poder brincar e conversar, mas logo chegaram às atividades e não conseguia fazer o que era solicitado e quando fazia ficava feio, então ficava conversando com a colega ao lado.
Foi difícil minha alfabetização ficando várias vezes de castigo e nunca copiava do quadro. Resumindo hoje me lembrando desses dias fiquei com pena da minha professora Eloa, ela teve muita paciência e teve que me disciplinar para eu poder aos poucos aprender. Por causa da minha conversa lembro que ela fez com que sentasse com todos da turma, mas sem sucesso, por que amava conversar, com as meninas falava sobre bonecas, com os meninos o assunto era bicicleta, futebol, bolitas e figurinhas, e até levava para trocar com eles falava com todos. Até ela me colocar com a Karla com “K”, essa não abriu a boca o ano todo. Os testes de leitura eram feito ela e a professora, ela tinha cabelo ruivo, sardas no rosto e olhos bem azuis, parecia uma boneca, sentada com ela eu falava por ela e por mim. E as atividades que era bom, nada!
Muitos bilhetes foram entregues para minha avó, o castigo pegava, tomava surras de chinelo da minha avó, eu chorava, mas de volta na escola seguia o mesmo percurso. Nem lembro quando comecei a ler, sei que foi traumático, pois não lembro. Quando menos a minha avó esperava estava lendo as placas de transito, nome dos ônibus, e tudo que via, lembro que ela ficou tão feliz que me deu minha primeira boneca da estrela, ela tomava chá e fazia xixi .Foi o meio dela dizer parabéns pelo meu esforço, já que não era costume a gente ganhar brinquedos, pois a crise estava sempre pegando.
Depois de muitos anos em Porto Alegre, fui pagar uma conta no centro e vi minha professora de longe e cheguei nela em seguida quando falei com ela recordou de mim imediatamente, e ainda completou: “Andreia, não mudaste em nada” amei que ela se lembrou de mim, tenho certeza que naquele ano fui seu pesadelo.
Logo no início do ano letivo lembro que a professora trabalhou muito a coordenação motora fina, pois muitos alunos não tinham passado pelo jardim, e não sabiam nem pegar no lápis direito, eu conseguia, mas minhas pinturas eram feitas em todas as direções. Fizemos muitos trabalhos como rasgar papéis com as mãos, fazer bolinhas de papel com crepom e colar nas figuras, modelar massinhas, ligar os pontos e passar por cima, desenhar traços geométricos e pintar dentro dos limites dos desenhos, recortes e colagens diversas para dar início em seguida nas letras e começar a alfabetizar.
Todas as aulas eram muito tradicionais, a turma tinha que fazer tudo em silêncio, e falar somente quando solicitado, as atividades com as letras e demais com sílabas e posteriormente com palavras era copiadas do quadro e também tínhamos duas cartilhas uma de matemática outras com pequenos textos de português e atividades para fazer. Todos os dias tinha tema de casa no caderninho de tema, onde lembro que muitas vezes minha avó pegava na minha mão para me ajudar a fazer as letras. O preenchimento das linhas com letras script, cursivas, maiúsculas e minúsculas, muito caderno de caligrafia para deixar a letra uniforme. Copiar do quadro isso quase nunca conseguia, pois conversava e não consegui fazer direito, ficava tudo feio, meus primeiros cadernos pareciam de menino eram totalmente rabiscados e com muitas orelhas.
Mas pra mim era tudo difícil e os trabalhinhos dos colegas sempre foram mais bonitos do que os meus. Tive que treinar tudo muito para ficar bom, no meu ponto de vista. Uma coisa que marcou muito em mim foi que a maioria dos colegas tinha canetinhas coloridas eu não. E eles não emprestavam, pois suas mães não deixavam e isso me deixava triste, era uma criança muito tímida, apesar de falar muito.
E assim foi minha primeira experiência dentro da escola, mas apesar de tudo era muito bom estar dentro da sala de aula.
Hoje como educadora não sei se podemos descartar totalmente a educação tradicional, pois naquele tempo apesar de ser um pouco rígido e traumático a educação funcionava um pouco melhor, a gente via que as crianças pareciam estudar mais e suas famílias se preocupavam mais. As reuniões com os pais eram realizadas no sábado pela manhã eram lotadas, nós quando aprontávamos na escola e os pais eram chamados eles compareciam e de alguma forma a criança não fazia novamente aquela arte. Muitos conteúdos tipo a tabuada eram verdadeiras decorebas com provas orais, mas com o tempo a gente descobria como era construída. A gente tinha que ler e falar sobre o que tinha lido e isso fazia com que procurávamos a biblioteca semanalmente, coisa que hoje muitas escolas nem tem esse espaço para seus alunos pegarem livros.
No meu entendimento devemos mesclar com ponderação o modo de ensinar, fazendo com que nossos alunos queiram aprender e que a escola seja acolhedora, como o diz o ditado “a escola é nosso segundo lar”. Tudo mudou e temos que seguir as mudanças e usar toda a tecnologia a nosso favor e não deixar ela fora da sala de aula, isso estamos vendo nas nossas aulas pelo PEAD, que esta abrindo minha mente a cada dia, revendo alguns conceitos que já estavam solidificados e agora estou revendo cada um deles.
Sem que a gente queira, nossos alunos mesmo não estando letrados e alfabetizados na língua materna, que é o português, eles tem uma desenvoltura enorme com as tecnologias, então podemos sim adaptar essa questão para nossas aulas.
Fico totalmente triste quando não consigo completar meu objetivo como professora alfabetizadora já que hoje temos três anos para poder concretizar essa tarefa, e realmente não sei como agir diante uma criança que se fecha para a sua evolução do seu conhecimento. Como abrir esse bloqueio que se arma em sua volta? Quero aprender como poderei ajudar crianças com essas dificuldades.