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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Fábulas, lendas, parlendas e trava-língua

      Aula 8 e 9 voltei no tempo pensando naquelas brincadeiras que fazia com minhas amigas, e agora sei que todas tinham nomes. As crianças fazem e repassam essas cantigas, trava língua no intervalo das aulas. Em casa brincando com seus irmãos e amigos. Com tudo que estamos vendo vai ficar fácil desse semestre em diante poder trabalhar com elas e sinceramente para mim que tinha um pouco de receio facilitou e muito. Agora somente falta uma linda turma para eu fazer tudo que estou aprendendo.  
      Lendo os artigos e as aulas, buscando material para postar no blog fui pensando em minha antiga turma como eles gostavam de fazer atividades diversificadas e mesmo com uma bagunça instaurada na sala de aula eles trabalhavam atentamente. Muitas vezes parecia que eles estavam somente brincando ou conversando, mas no final das atividades eles sempre conseguiam me surpreender.
      Segue abaixo o conceito e exemplo de fábulas, lendas, parlendas e trava-línguas.
     A fábula é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Pode ser escrita em prosa ou em verso e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história ou logo no início característica da tradição esópica, e quando não constatar uma moral vem com pequenos proverbios vindo da característica hindu.

     A fábula está presente em nosso meio há muito tempo e, desde então, é utilizada com fins educacionais. Muitos provérbios populares vieram da moral contida nessa narrativa alegórica, como, por exemplo: “A pressa é inimiga da perfeição” em “A lebre e a tartaruga” e “Um amigo na hora da necessidade é um amigo de verdade” em “A cigarra e as formigas”.

        As lendas Influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro. São narrativas de cunho popular transmitida, principalmente de forma oral, de geração para geração. Devemos considerar ainda a diferença entre Mito e Lenda. Mito é o personagem ao qual a lenda trata, pois a Lenda é a História sobre um determinado Mito. Muitos pesquisadores, historiadores, ou folcloristas, afirmam que as lendas são apenas frutos da imaginação popular, porém como sabemos as lendas em muitos povos são "os livros na memória dos mais sábios".
  

Bicho-papão

O bicho-papão é uma figura fictícia mundialmente conhecida. É uma das maneiras mais tradicionais que os pais ou responsáveis utilizam para colocar medo em uma criança, no sentido de associar esse monstro fictício à contradição ou desobediência da criança em relação à ordem ou conselho do adulto. Desde a época das Cruzadas, a imagem de um ser assustador já era utilizada para gerar medo nas crianças. Os muçulmanos projetavam esta figura no rei Ricardo, Coração de Leão, afirmando que caso as crianças não se comportassem da forma esperada, seriam levadas escravas pelo melek-ric (bicho-papão): “Porta-te bem senão o melek-ric vem buscar-te”. A imagem do bicho-papão possui variações de acordo com a região. Segundo a tradição popular, o bicho-papão se esconde no quarto das crianças mal educadas, nos armários, nas gavetas e debaixo da cama para assustá-las no meio da noite. Outro tipo de bicho-papão surge nas noites sem luar e coloca as crianças mentirosas em um saco pra fazer sabão. Quando uma criança faz algo errado, ela deve pedir desculpas, caso contrário, segundo a lenda, receberá uma visita do bicho-papão.

        Parlendas - As parlendas são conjuntos de palavras com arrumação rítmica em forma de verso, que podem rimar ou não. Geralmente envolvem alguma brincadeira, jogo, ou movimento corporal.
       Trava-línguas - O trava-língua brinca com o som, a forma gráfica e o significado das palavras. A sonoridade, a cadência e o ritmo dessas composições encantam adultos e crianças. O grande desafio é recitá- los sem parar.
        As parlendas e trava-línguas são muito parecidas, e essas em especial são as que as crianças mais gostam de fazer com seus pares. Muitas vezes fazendo um disputa sem fim de quem rima mais rápido. 
Achei um vídeo que pode ilustras as parlendas e trava-língua, espero que gostem, pois eu gostei.
  

domingo, 17 de julho de 2016

Onde tem história...

    

    "Tem uma narrativa... onde tem uma narrativa tem um narrador..."

    A narrativa é uma exposição de fatos, ideias, um conto ou uma história. As notícias de jornal, histórias em quadrinhos, romances, contos e novelas, são entre outras, formas de se contar uma história, ou seja, narrativas.
    As narrativas são expressas por diversas linguagens:
  1. pela palavra (linguagem verbal: oral e escrita),
  2. pela imagem (linguagem visual),
  3. pela representação (linguagem teatral) etc. Conteúdo disponível e acessado em 17/07/2016
     Os personagens que encontramos nessas narrativas podem ser: pessoas, seres místicos, animais, objetos, plantas, etc.

     O foco narrativo

     É determinado por quem conta a história, ou seja, o "narrador". O narrador que não participa da história chamamos de onisciente. E aquele que participa da história é o unipresente."

     Enredo

     São ações relacionadas por causalidade ou por cronologia. Podemos identificar as diferentes etapas da narrativa, que fazem com que a história siga uma progressão.

     Etapas do Enredo:
  1. Situação inicial;
  2. Complicação;
  3. Desenvolvimento;
  4. Clímax.
  5. Desfecho.
     Trabalhar literatura com nossos pequenos alunos não é tão difícil quanto parecia no início. Não vejo a hora de ter minha turma. Dentro das interdisciplinas aprendemos muito mesmo, e agora só falta colocar em prática.


     Então como podemos ver nesse pequeno e resumido entendimento o que é uma narrativa, podemos trabalhar com nosso alunos desde muito pequenos assim quando eles crescerem quem sabe se tornam escritores.

sábado, 16 de julho de 2016

Poética & Poesia

Poesia, poema até pouco tempo para mim eram as mesmas coisas, mas estudando esse conteúdo juro que deu um nó na minha cabeça. Então para não fazer muito feio melhor transcrever como a professora colocou na aula:

[...] Embora a palavra "poesia" seja frequentemente utilizada para designar poema, em linguagem literária, poesia e poema não são a mesma coisa. O poema é o texto formalizado em versos, estrofes, com certos recursos da linguagem poética: ritmo, métrica, sonoridades, figuras de estilo. Já a poesia é um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas também em narrativas literárias (conto, romance, novela), crônicas e até em obras de arte que não utilizam a palavra: num quadro, numa fotografia, por exemplo. É a linguagem poética encontrada nessas obras que pode ser chamada de poesia. Digamos, portanto, que o poema, além da linguagem poética (poesia) deve apresentar uma forma (versos organizados em estrofes, ou diferentes modos.). E a poesia é mais uma questão de conteúdo, presente em certas obras de arte, literárias ou não. (SOUZA, 2016)[1]

Então como podemos observar no que a professora esclarece pensando em tudo que olhamos posso afirmar que tudo faz parte de uma grande poesia. O planeta que vivemos com tantos bosques, praias, matas, jardins floridos, os passarinhos cantando no fim da tarde ou no amanhecer. A neve caindo e cobrindo tudo que encontra pela frente deixando tudo com um aspecto de nuvem branca, falando em nuvem se observar o céu em alguns dias que se formam grandes nuvens isso sim digo que é uma imensa poesia. Ai o Universo em si é um enorme poema, Deus será tu o criador também é um poeta? Formando tudo tão lindo para nossa contemplação?
Pois é acho que meu lado escrevente de ser aos poucos esta voltando e tudo isso é culpa dessas professoras e tutoras que trazem um mundo encantado que aos poucos vai acordando dentro de nós.
Disponível em: Natureza Acesso em: 16/07/2016

Tentando me compreender...

Por qual motivo tem pessoas que adoram ler, e outras não? Umas amam um poema outras nem gostam de pensar em poema.
Quando estudei literatura não sei por qual motivo não dei muita importância de modo geral. Acredito que isso acontece comigo porque minha família mão tinha o hábito de ler, nunca via ninguém lendo nada. Quando tinha cinco anos ganhei uma enciclopédia com três dicionários e livros das áreas das ciências, mas não podia manusear eles para não estragar, segundo minha avó dizia que era pra quando eu soubesse ler. Então aos poucos minha curiosidade foi passando.
Na escola tinha que ler, fazer ficha de leitura e tudo, fazia porque era obrigatório, nunca gostei muito de ler. Gostava de olhar as imagens, e só lia o livro quando o título ou o nome do livro me interessasse. Nas disciplinas que tive de literatura foi torturante, pois nunca gostei de poesia, pelo menos de ler elas. Às vezes entendia o que os versos queriam dizer e outras não, por isso achava chato ler poesia.
Agora acho que quanto tinha uns treze aos 16 anos passava meu tempo vago escrevendo versos, poesias, histórias de amor, eu viajava nas folhas dos cadernos. Num excesso de raiva, choro, tristeza peguei tudo que eu guardava em quatro caixas médias de papelão e queimei tudo.
Um professor tem que ler muito, pois um educador que não lê fica desatualizado, e como vimos no decorrer deste semestre tenho muita coisa para colocar em ordem, correr atrás do tempo perdido. Entender um pouco mais sobre o quanto é importante ler para uma criança, e essa criança ter desde cedo contato com livros, histórias, contos, fábulas é muito importante para o seu desenvolvimento e para sua imaginação.

Se as famílias assim como a minha não gostam de ler, então sobra para nós na escola fazer a nossa parte, ler e contar histórias para os alunos desde o berçário. Deixá-los manusear livros de história de vários tipos de materiais, eles devem ter esse contato, pois assim ficaram curiosos e aos poucos vão criando o hábito da leitura. É bom eles escutarem nós lendo para eles, fazer essa interação entre o mundo dos livros com o mundo deles.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Refletindo sobre a abordagens do ser "Diferente"...

Ao o ler a pesquisa “Nas Tramas da Literatura Infantil: Olhares sobre Personagens “Diferentes””, realizada pela profª Drª Rosa Maria Hessel Silveira, podemos perceber o quanto é importante saber escolher uma boa bibliografia para podermos trazer para dentro da sala de aula algum assunto que paira na mente de todos e muitas vezes nós e nossos alunos não conseguimos expor o assunto por ser delicado para ser discutido diretamente.
Infelizmente ainda temos muito preconceito velado dentro da sociedade e muitas famílias ainda pensam que é pecado falar de certos assuntos com seus filhos, então mais uma vez cabe à escola abordar de alguma forma esses assuntos. E como a autora coloca em sua pesquisa que há uns dez anos muitos escritores literários que escrevem literatura infanto juvenil estão preocupados em fazer essas abordagens para podermos mudar aos poucos a ideia errônea de muitas pessoas que o ser diferente não pode estar em convívio dos demais. Assim sem perceber dá-se início a exclusão, preconceito, fobias do diferente, e outras situações.  
Com esse contexto vejo a importância que nós educadores temos de lidar com vários tipos de assuntos e sempre estarmos abertos para novas situações. Um dos papéis da educação é levar informação e tirar dúvidas dos alunos, lhes mostrando os vários caminhos que podem escolher em ser. Com isso fazendo com que eles cresçam com mente e corpo saudáveis, com ideias de ajudar o próximo sem julgar sua condição existente, e que somos iguais mesmo com algumas diferenças físicas ou intelectuais, sabendo primeiramente se respeitar e respeitar a seu próximo.

Após essas reflexões e leituras vou buscar ler todos os livros que indicarei para leitura dos meus educando, pois agora mais que nunca vou poder opinar sobre quais livros a direção da escola poderá comprar, pois isso faz parte do meu trabalho como educadora do futuro.